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Líquido azul não foi esclarecido pela Cetesb

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) ainda não conseguiu esclarecer a origem do líquido azul que jorrou de uma manilha para o Rio Bauru ontem, chamando a atenção de quem transitava pela quadra 18 da avenida Nuno de Assis.

De acordo com o engenheiro Alcides Tadeu Braga, há uma possibilidade de que a responsável seja a Tilibra. Serão necessárias, no entanto, outras inspeções no local para o esclarecimento da autoria.

Braga explica que a Cetesb só recebeu a informação sobre o lançamento de líquido de coloração azul na tarde de terça-feira.

A inspeção foi realizada ontem pela manhã, quando já não estavam jorrando resíduos com as mesmas características. “Faremos outras inspeções. Quando houver outro lançamento, vamos tentar ir na hora para ver se há algo diferente do que apontam os relatórios da Tilibra”, diz o engenheiro.

Apesar de afirmar que os indícios apontam para a Tilibra, Braga destaca que os relatórios de análise dos efluentes da empresa indicam que eles não diferem do restante da cidade.

Ele acrescenta que a Cetesb já havia registrado, há alguns meses, outra queixa referente ao líquido azul, que estaria contaminando o Rio Bauru. “Muitas vezes, um efluente incolor pode conter produto tóxico. A toxidade não está relacionada à coloração”, expõe.

Ele lembra que Bauru não tem tratamento de esgoto e acredita que quando o esgoto for tratado, os resíduos serão controlados na entrada da estação de tratamento.

Adequação

O gerente de qualidade e produtividade da Tilibra, Ricardo Carrijo, disse que desde outubro do ano passado, quando a empresa foi procurada pela Cetesb, ela vem tomando diversas providências para adequar-se à legislação ambiental.

Ele afirma que, atualmente, 99% dos resíduos de tinta produzidos pela Tilibra são destinados a uma empresa do Paraná, que faz a reciclagem. “Não se sabe se é daqui. Mas nós não temos o hábito de fazer esse despejo de tinta no rio. Pelo que aparece na fotografia (publicada pelo JC na edição de ontem), é um volume de tinta muito grande”, observa o gerente da Tilibra.

Entretanto, Carrijo admite que pode ter havido problemas pontuais. “Não existe só a nossa empresa na região. É prematuro atribuir a responsabilidade à Tilibra”, diz. “Se tivermos que fazer outras adaptações, a empresa não se nega a fazer. Só não podemos fazer tudo ao mesmo tempo”, acrescenta.

Segundo o engenheiro Braga, da Cetesb, caso seja comprovada a infração, a empresa responsável será autuada.

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