Avaí - Três éguas de raça foram furtadas, ontem de madrugada, da fazenda Paraguaçu, no distrito de Nogueira. Até o início da noite, nem os animais nem os criminosos haviam sido localizados. O delegado José Firmino de Oliveira recomenda que os proprietários fiquem atentos e comuniquem a polícia a qualquer suspeita.
Só neste ano, a Polícia Civil de Avaí já registrou quatro furtos de animais e um homem está detido sob suspeita de envolvimento com o crime. O problema tem ocorrido também em outras cidades. Recentemente, a polícia de Paulistânia apreendeu dez cavalos que haviam sido furtados em Bauru e foram levados para aquela cidade.
No furto de ontem, os animais, dois da raça appaloosa e um quarto de milha, estavam no pasto invadido pelos ladrões que usaram, supostamente, como via de acesso à propriedade, a vicinal que liga os distritos de Nogueira (município de Avaí) a Tibiriçá (município de Bauru).
Tanto a polícia com o proprietário da fazenda, José Júlio Zwicker Filho, não constataram arrombamento de cerca ou porteira da fazenda. Uma das hipóteses levantadas pela polícia é que os animais tenham sido retirados do local por algum buraco da cerca que pode ter sido inclusive reparado pelos próprios ladrões.
As éguas appaloosa têm a pelagem malhada. Já a quarto de milha, com sete anos de idade, é alazã (cor de canela), com uma ‘estrela’ branca na testa e rabo e canelas pretos. Os animais estão avaliados em aproximadamente R$ 9 mil.
O delegado diz que se alguém souber do paradeiro dos animais e quiser colaborar, pode entrar em contato com a delegacia de Avaí pelo telefone (14) 247-1222. A polícia garante sigilo sobre a identidade de eventuais denunciantes.
O delegado Firmino acredita que os ladrões sejam da região e podem até estar furtando animais de raça, sem saber o valor dos mesmos. â€œÉ comum cavalos furtados serem usados para puxar carroçaâ€, opina acrescentando que não está descartada também a hipótese de comércio ilegal.
Enquanto a polícia não localiza os ladrões, o delegado recomenda que os sitiantes e fazendeiros fiquem atentos quanto a pessoas ou carros estranhos que venham a circular pelas proximidades propriedades rurais. “Nesse caso, é importante que as placas e características do veículo sejam anotadasâ€, orienta.
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Cinco à espera do verdadeiro dono
Dos dez cavalos apreendidos pela polícia de Paulistânia no final de julho, apenas cinco haviam sido devolvidos aos verdadeiros donos, até ontem. Essas investigações também ainda estão em andamento e por isso, segundo a polícia, as identidades das pessoas envolvidas não estão sendo divulgadas.
Os cinco cavalos restante ainda estão num curral improvisado em Paulistânia. A orientação da polícia para quem teve cavalos furtados nos últimos dias é procurar informações na delegacia. São, na maioria, pangarés que viviam em pequenos piquetes localizados em bairros periféricos da cidade.
Depois que a polícia divulgou a apreensão, está havendo certa dificuldade para a devolução dos animais aos verdadeiros proprietários, uma vez que para cada cavalo já teriam aparecido até três “donosâ€. São pessoas que estariam tentando se aproveitar da situação para tentar obter vantagem. Mas a tática não vai dar certo, avisa a polícia, já que para levar o eqüino, há a necessidade de se comprovar a real posse.
Para o frigorífico
Alguns cavalos furtados na região estariam sendo encaminhados para um frigorífico de uma cidade paranaense. A suspeita é do delegado Antonio das Neves, de Paulistânia que ainda desenvolve investigações nesse sentido.
Depois de capturados, segundo a polícia, os eqüinos ficaram recolhidos num pasto bem próximo à cidade e de lá, eram transportados para o Paraná. A cidade onde fica o frigorífico para onde os cavalos estariam sendo levados não foi revelada pela polícia. “Ainda estamos investigando. Mas há fortes indícios de que outros animais já teriam sido encaminhados para o abateâ€.