O assessor do ministro de Educação da República de Cuba, Eduardo Gabriel Lazcano Menayo, disse, anteontem, em palestra na Câmara Municipal de Bauru que a ilha tem 258 mil professores para uma população de 11,5 milhões de habitantes. Isso significa que se todos os cubanos estivessem atualmente na escola, cada 44 pessoas contariam com um mestre.
Mesmo com as dificuldades geradas pelo conhecido embargo econômico americano, o governo cubano está implementando um programa de educação que inclui a informatização das salas de aula. Segundo Lazcano, Cuba tem 12.717 escolas, o que produz uma relação também significativa de um estabelecimento para cada 904 habitantes.
Cuba investe 2,686 milhões de pesos/ano em educação. A referência do orçamento no setor em dólar não leva a uma boa relação. O dólar vale cerca de 25 pesos em Cuba. Contudo, Lazcano conta que a comparação não reflete a realidade. “Nosso investimento na educação é muito baixo se transformarmos o peso em dólar. Mas essa relação não é válida para Cuba. Isso porque nossa realidade social não contém incidência de dólar sobre a economia ou o custo de vidaâ€, comenta.
O assessor do ministério faz uma comparação com um item de consumo para explicar seu raciocínio. “Um litro de leite custa apenas 40 centavos de peso em Cuba. Isso também seria um valor insignificante em dólar. É que nosso custo de vida é baixíssimo, o que faz com que o investimento em educação comparado com a realidade da nossa economia seja muito bom. Até porque a educação é totalmente gratuita em Cuba, inclusive o acesso à universidadeâ€, cita.
Eduardo Lazcano conta que a educação consome 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em Cuba. Outro índice que mostra uma realidade social bem melhor que os números é o salário do professor. “O governo paga cerca de 300 pesos para a grande maioria dos professores por mês. Novamente se projetarmos sobre o dólar não dá nada. Mas como nosso custo de vida é muito baixo, com educação e saúde gratuito e com serviços de boa qualidade, acaba sendo uma remuneração interessanteâ€, argumenta.
Segundo os dados apresentados à Comissão de Educação da Câmara Municipal, 99,8% das crianças de zero a cinco anos freqüentam a escola na ilha. Lazcano destaca as prioridades do ensino naquele país. “O ambiente escolar e a boa escolaridade dos pais associados com o compromisso de participação da família na educação da criança são questões acompanhadas de perto. Além disso nos preocupamos com o grau de satisfação do professorâ€, conta.