Apesar da matemática ainda mantê-lo na luta, o bauruense Aírton Daré admite que já não tem chances de chegar ao título da Indy Racing League (IRL). Separado do líder Sam Hornish Jr. por 146 pontos e com apenas 156 em jogo, o piloto de Bauru depende de uma combinação de resultados praticamente impossível para vencer o campeonato.
Segundo a assessoria de imprensa do piloto, este é o motivo pelo qual ele pretende fazer uma corrida agressiva amanhã, no oval de Gateway, a 13ª das 15 etapas da IRL. O GP começa às 17h (de Brasília).
Tido por diversos pilotos como o mais difícil de todos circuitos da IRL, o oval de Gateway tem características únicas. Uma delas é a extensão de 1,25 milha (pouco mais de dois quilômetros), muito diferente dos demais, que medem uma milha, 1,5 ou duas milhas.
A outra é a enorme diferença entre suas curvas. A primeira, que une em uma só trajetória as curvas um e dois, é estreita e lenta; a outra, que reúne a três e a quatro, larga e rápida. Estas características fazem Daré encarar essa corrida com otimismo.
“Não estou pensando em vitória, se bem que ela sempre pode acontecer, mas em chegar entre os três primeiros", antecipou o piloto de Bauru, que ganhou a etapa de Kansas, em julho.
“Mais uma vez, minha equipe, a AJ Foyt Racing, não estava entre as equipes que testaram em Gateway na semana passada, e por isso vai ser muito difícil largar na frente. Mas com 200 voltas, dá tempo para descontar a desvantagemâ€, anima-se Daré.
O piloto não marcou pontos nas duas últimas etapas. Abandou em Michigan por causa de um defeito no sensor da injeção eletrônica de combustível. Em Kentucky, foi envolvido em um acidente quando o sul-africano Tomas Scheckter rodou na sua frente.
“Essas duas corridas me tiraram da luta pelo títuloâ€, lamenta o bauruense, que ainda se sente incomodado pela inércia da equipe Cheever e da IRL no acidente de Scheckter. “Eu vi que havia bolhas no pneu traseiro direito e pedi à minha equipe para avisar à do Scheckter e aos comissários da IRL, mas as voltas se passaram e nada foi feito. Ele passou a fazer as curvas por fora e me aproximei para passar por dentro. Mas o pneu dele estourou e a batida foi inevitável.â€
A freada, acompanhada de redução de marchas, para entrar na curva Um de Gateway é onde Daré pretende ganhar posições amanhã.
“Na classificação, com pneus novos e tanque quase vazio, muita gente vai fazer as duas curvas de pé no fundo, mas na corrida, com o carro pesado e o desgaste dos pneus, a coisa muda. Vou usar o vácuo para fazer as ultrapassagens na freada. Se tudo der certo e o carro agüentar, vou para frente; se não der, pelo menos vou me divertir.â€