Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Consciência no trânsito. Essa deveria ser a palavra-chave e a regra para muitos que utilizam diariamente as ruas e avenidas da cidade para os mais variados fins, seja para o lazer ou para o trabalho. Deveria.

As vias bauruenses, especialmente para os pedestres e ciclistas, são um exemplo claro de como não se deve comportar no trânsito. Reflexo disso pode ser visto nos números, que fundamentam a matéria principal do AutoMercado&Cia de hoje.

Somente nos sete primeiros meses de 2002, 12 pessoas - seis ciclistas e seis pedestres - já morreram em acidentes de trânsito na cidade. A estatística corresponde a mais da metade das vítimas fatais registradas este ano e demonstra o quão perigoso está circular por aí em Bauru.

Grande parte dessas verdadeiras trágedias acabam ocorrendo por irresponsabilidade única e exclusiva dos próprios pedestres e ciclistas, transformando-se em algozes de si mesmos. Quem já viu um pedestre, no meio do quarteirão, ir até o seu final apenas para atravessar a rua na faixa de segurança? Quem já presenciou uma bicicleta e seu condutor pararem quando o sinaleiro está vermelho? São cenas tão raras quanto acertar sozinho na Loteria Esportiva.

As causas de tais comportamentos não virarem hábitos normais e corriqueiros de ambos vão muito além de um raciocínio simplista de falta de educação. Envolve desde a ausência total de fiscalização - a Polícia Militar justifica não haver regulamentação para tal, apesar da legislação ser ampla - até o próprio desconhecimento das leis que regem a circulação de pedestres e ciclistas.

Enquanto esse novelo não se desenrola, o trânsito continuará a ser um dos principais responsáveis pelas mortes no Brasil.

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