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Madrugada é preferida pelos ladrões

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

Roubar uma pessoa que caminha sozinha pela rua durante a noite ou madrugada é um “trabalho” simples para os jovens marginais. Em poucos segundos, usando força física, eles imobilizam a vítima e levam o bem, geralmente dinheiro e documentos. No primeiro semestre deste ano, a Polícia Militar de Bauru registrou 240 casos de roubos a transeuntes em sua área de atuação, quase 10 por semana.

Embora o número não seja assustador e aparenta estar em declínio, preocupa o comando do 4.º BPM/I, responsável pelo policiamento preventivo. Segundo o tenente-coronel Alexandre Cintra Borin, todo ocorrência de crime preocupa. “Temos intensificado o policiamento nos período mais críticos, noturno e madrugada.”

Segundo ele, não existe na cidade locais críticos onde este tipo de crime esteja mais evidente. “Não há um espaço geográfico que permita evidenciar que há maior incidência. Os roubos a transeuntes ocorrem na periferia e no centro comercial da cidade.”

O roubo a transeunte, na opinião dele, pode ser uma ação não programada. “O marginal pode estar andando pela rua e perceber que a pessoa ostenta jóias ou dinheiro e aproveita a oportunidade para praticar o crime.”

O tenente coronel acredita que se o marginal não vislumbrar a oportunidade de subtrair um bem, ele fica desestimulado a praticar o crime. “Ele visa o bem. Se a vítima não estiver com dinheiro e nem jóias, pode fazer com que o ladrão desista da empreitada.”

Para as pessoas que têm necessidade de andar pelas ruas, à pé, nos períodos críticos, Borin aconselha: “Não ostente bens, eles servem como atração para o ladrão. Procure andar rápido, por locais bem iluminados.”

Pelas estatísticas da PM, os horários mais críticos estão contidos no período entre 18 e 6h da manhã. “De nove casos, seis ocorreram durante a madrugada e os outros três, após às 19.”

Vítimas preferidas

O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), J.J.Cardia diz que dificilmente um roubo a transeunte é esclarecido. “Se ocorre à noite ou madrugada, a vítima não consegue gravar a fisionomia do marginal. Se ocorre no período diurno, o ladrão corre e se infiltra na multidão, tornando-se irreconhecível.”

Os bens subtraídos através desse crime também são difíceis de serem recuperados.Na maioria dos casos são notas de dinheiro que não possuem marca. Sem prova não há crime.

As presas preferidas pelos ladrões, de acordo com o delegado, depende do horário que o crime for praticado. “No período diurno, as vítimas preferidas são os idosos que usam bolsas.”

A preferência é justificada pela reação lenta da vítima. “Os idosos demoram para reagir e não conseguem correr. Enquanto que o marginal que pratica este crime, é jovem e apto a correr.”

Já no período noturno, a vítima preferida são os freqüentadores de bares e lanchonetes. “Eles aproveitam que a pessoa está relaxada, às vezes, alcoolizada para imobilizá-la.”

Perfil dos marginais

Quem pratica roubo a transeunte, na escala marginal é tido como bandido pé-de-chinelo. A denominação é em função do baixo rendimento do crime. “A maioria rouba para subtrair pequena quantidade em dinheiro para a compra de drogas”, diz delegado.

São jovens com idade entre 18 e 25 anos que poderiam estar cursando uma universidade. “Eles agem nas proximidades de casas noturnas, lanchonetes e bares, no centro comercial ou na periferia.”

Em raros casos, segundo J.J. Cardia, os marginais portam armas. “Eles simulam estar armados, raramente estão”. Mas, mesmo assim o delegado aconselha a vítima a não reagir. “Nunca reaja, o ladrão pode estar armado.”

Para quem trabalha durante a noite e tem que retornar para casa na periferia, o delegado aconselha que a “caminhada” seja feita pelo meio da rua. “Se a pessoa notar que algum estranho vem em sua direção, deve correr e gritar, assim ela desestimula a ação do marginal.”

Quando é roubo

Para que o crime de roubo seja configurado é preciso que haja violência física, caso contrário o caso será de furto. Para configurar roubo, o ladrão tem que usar uma arma, seja ela uma faca, revólver, ou um pedaço de pau, por exemplo. A força física é outra arma usada pelos marginais para imobilizar a vítima e praticar o crime.

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Dicas

• Não carregar bens ostensivamente

• Evitar andar com grande volume no bolso

• Não aceitar carona de estranhos

• Caminhar no centro da calçada ou no meio da rua

• Procurar não transitar em locais mal iluminados

• Não dar informações a estranhos sobre seu itinerário.

• Evitar andar a pé sozinho durante a madrugada

• Não fazer saque bancário no período noturno e madrugada

• Nunca reagir

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