Saúde

Técnica usa regressão e livre arbítrio

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A metodologia de tratamento da Transmutação dos Padrões Limitantes (TPL) usa uma técnica de regressão semelhante à dos trabalhos com vidas passadas. A diferença é que, na TPL, essa regressão é consciente, ou seja, não existe transe, nem hipnose.

“Pense na sua infância e tente se lembrar de um momento em que você comeu, pela primeira vez, uma coisa muito gostosa”, pede a terapeuta Marta Vianna. Depois de alguns minutos, ela pede para o paciente contar como foi.

A recordação traz de volta um ambiente aconchegante e uma pessoa muito querida. O cheiro da comida/doce, o sabor e a satisfação ao provar o alimento faz encher a boca outra vez. Quando esta memória é ativada, todas as sensações experimentadas naquele momento se repetem como se estivessem sendo revividas. “Você acaba de experimentar uma regressão consciente”, esclarece Vianna.

Segundo ela, quando experimentou aquele alimento, não foi só o sabor que ficou armazenado na memória, mas todo o contexto que o acompanhava. Sempre que sentir aquele cheiro ou pensar naquele prato, a consciência trará tudo de volta.

“O registro dos padrões é assim. Só que a energia não é seletiva, ou seja, ela grava 100% do que acontece. Mas como não é bom ficar recordando as coisas ruins e dolorosas, o organismo tem um mecanismo de defesa que esconde as memórias doídas”, explica.

O problema, segundo Vianna, é que cada vez que esse mecanismo é ativado, ocorre um bloqueio no fluxo de energia do corpo humano. As “falhas” ficam acumuladas e podem causar verdadeiros rombos na nutrição energética do organismo, resultando em doenças.

Caixa preta

Na TPL, o paciente vai abrir a “caixa preta” dessa memória, quer dizer, vai regredir às situações mais dolorosas e traumáticas da sua infância. Vai reviver as piores emoções como se estivesse lá outra vez.

A terapeuta explica, porém, que naquela época o indivíduo não tinha seu raciocínio lógico totalmente formado e a interpretação dos fatos pode ter distorcido aquela informação. “Ela foi armazenada como referência ruim. Durante a regressão, você vai acessá-la e usar seu livre-arbítrio para reprogramar seus padrões”, explica.

Ela salienta que a pessoa não vai apagar o que aconteceu, nem jogar um pano colorido sobre a situação. Ela simplesmente vai reviver aquela dor para aceitá-la como parte de seu aprendizado. Vai continuar sendo uma dor, só que memorizada de uma forma que não precise ficar protegida, ou seja, de modo que não bloqueie o fluxo de energia.

“Você vai fazer como numa reforma. Primeiro, você quebra a parede para achar o vazamento. Depois, você conserta o vazamento e refaz o reboco na parede”, compara a terapeuta.

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