A metodologia de tratamento da Transmutação dos Padrões Limitantes (TPL) usa uma técnica de regressão semelhante à dos trabalhos com vidas passadas. A diferença é que, na TPL, essa regressão é consciente, ou seja, não existe transe, nem hipnose.
“Pense na sua infância e tente se lembrar de um momento em que você comeu, pela primeira vez, uma coisa muito gostosaâ€, pede a terapeuta Marta Vianna. Depois de alguns minutos, ela pede para o paciente contar como foi.
A recordação traz de volta um ambiente aconchegante e uma pessoa muito querida. O cheiro da comida/doce, o sabor e a satisfação ao provar o alimento faz encher a boca outra vez. Quando esta memória é ativada, todas as sensações experimentadas naquele momento se repetem como se estivessem sendo revividas. “Você acaba de experimentar uma regressão conscienteâ€, esclarece Vianna.
Segundo ela, quando experimentou aquele alimento, não foi só o sabor que ficou armazenado na memória, mas todo o contexto que o acompanhava. Sempre que sentir aquele cheiro ou pensar naquele prato, a consciência trará tudo de volta.
“O registro dos padrões é assim. Só que a energia não é seletiva, ou seja, ela grava 100% do que acontece. Mas como não é bom ficar recordando as coisas ruins e dolorosas, o organismo tem um mecanismo de defesa que esconde as memórias doídasâ€, explica.
O problema, segundo Vianna, é que cada vez que esse mecanismo é ativado, ocorre um bloqueio no fluxo de energia do corpo humano. As “falhas†ficam acumuladas e podem causar verdadeiros rombos na nutrição energética do organismo, resultando em doenças.
Caixa preta
Na TPL, o paciente vai abrir a “caixa preta†dessa memória, quer dizer, vai regredir às situações mais dolorosas e traumáticas da sua infância. Vai reviver as piores emoções como se estivesse lá outra vez.
A terapeuta explica, porém, que naquela época o indivíduo não tinha seu raciocínio lógico totalmente formado e a interpretação dos fatos pode ter distorcido aquela informação. “Ela foi armazenada como referência ruim. Durante a regressão, você vai acessá-la e usar seu livre-arbítrio para reprogramar seus padrõesâ€, explica.
Ela salienta que a pessoa não vai apagar o que aconteceu, nem jogar um pano colorido sobre a situação. Ela simplesmente vai reviver aquela dor para aceitá-la como parte de seu aprendizado. Vai continuar sendo uma dor, só que memorizada de uma forma que não precise ficar protegida, ou seja, de modo que não bloqueie o fluxo de energia.
“Você vai fazer como numa reforma. Primeiro, você quebra a parede para achar o vazamento. Depois, você conserta o vazamento e refaz o reboco na paredeâ€, compara a terapeuta.