Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Fundos

Na última quarta-feira, os fundos DI e de renda fixa tiveram mais um dia de rentabilidade acima do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, título de referência do mercado de renda fixa). Os fundos renderam, em média, 0,08%, enquanto o CDI variou 0,07%. Desde que o Banco Central anunciou, no dia 14 de agosto, uma série de medidas para estancar a saída de recursos da indústria de fundos, as categorias DI e renda fixa estão obtendo, em média, retornos diários acima do CDI.

• Média

O melhor desempenho, até agora, foi registrado no dia 16 de agosto, quando os fundos de renda fixa renderam, em média, 0,13%, e os DI, 0,11%, contra um CDI de 0,07%. Na quarta-feira passada, foram resgatados R$ 129,6 milhões dos fundos DI e R$ 121,2 milhões dos fundos de renda fixa. Esses valores são maiores do que as saídas registradas na terça-feira, mas continuam abaixo da média que vinha sendo apurada até o final da semana passada, que nos DI ultrapassava os R$ 360 milhões, e nos renda fixa, R$ 460 milhões.

• Tendência

Especialistas dizem que a tendência é de que, em breve, o fluxo para os fundos de investimento voltem a ficar positivos. As medidas adotadas pelo Banco Central, como os leilões de recompra dos títulos que lastreiam os fundos, vão fazer com que diminua a oscilação da rentabilidade dos fundos, que é um dos pontos que mais assusta o investidor.

• Sem alternativas

Além disso, os aplicadores, principalmente de pequeno e médio porte, não têm outras alternativas de aplicação que proporcionem rentabilidade semelhante à dos fundos. Conforme dados do site Fortuna, até o dia 21 de agosto os fundos DI estavam com rentabilidade acumulada de 8,80% no ano e os renda fixa, de 7,29%. No mesmo período, a caderneta de poupança rendeu 5,82%.

• Isentos

A Receita Federal já recebeu 6,04 milhões de declarações de isentos até a última sexta-feira - referentes ao exercício de 2002 (ano-base 2001). O prazo de entrega foi aberto no dia 1 de agosto e se encerra no dia 29 de novembro. Até lá, a Receita espera receber cerca de 45 milhões de declarações. A entrega é obrigatória para as pessoas que têm CPF (Cadastro de Pessoa Física), inclusive menores de idade, e que não declararam Imposto de Renda (IR) por não possuírem renda anual acima de R$ 10,8 mil em 2001.

• Internet

Do total de declarações recebidas até a semana passada, 2,91 milhões foram enviadas pela Internet e 148 mil pelo telefone 0300-78-0300 (ReceitaFone). O total não inclui o volume de declarações entregues nos Correios e nas agências do Banco do Brasil. Estão livres da entrega da declaração de isento as pessoas que tiraram o CPF neste ano e quem teve seu CPF informado na declaração em conjunto de IR.

• CPF

O risco de ter o CPF cancelado vale tanto para os isentos, quanto para os contribuintes obrigados a declarar renda. Isso porque a Receita cancela o CPF de quem fica dois anos sem entregar uma das declarações - dependendo da situação de cada pessoa. Neste ano, cerca de 10 milhões de pessoas tiveram o CPF cancelado por não terem entregue a declaração de renda ou de isento dos anos 2000 e 2001.

• Cancelado

No próximo ano, mais 19,1 milhões podem ter o CPF cancelado se deixarem de entregar a declaração de isento de 2002. São as pessoas que já deixaram de entregar a declaração de renda ou de isento no ano passado e estão com o CPF incluído na lista de documentos “pendentes" da Receita. Para regularizar o CPF irregular, basta entregar a declaração de renda ou de isento deste ano.

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