Turismo

Os Judeus do Recife


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Escavações realizadas há dois anos comprovaram que a primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel (Rochedo de Israel), foi fundada em Recife, em 1637.

Entre dois sobrados, da rua Bom Jesus (antes conhecida como dos Judeus), o visitante pode ver as piscinas subterrâneas onde eram realizados os banhos de purificação (mikve). Os judeus banhavam-se com águas captadas de mananciais ou da chuva. Segundo historiadores, os holandeses que invadiram em 1630, Olinda, e depois Recife, facilitaram a entrada no Brasil dos cristãos-novos e judeus residentes em Amsterdã.

Fugindo da Inquisição que já fazia vítimas na Europa, os judeus instalaram-se no Bairro do Recife, pequena faixa de terra, entre o rio e o mar, na divisa das duas cidades. Providenciaram o aterro do rio Beberibe, colocando-o no leito atual, construíram sobrados, estabelecimentos comerciais e a sinagoga que, hoje, restaurada, virou um centro de referência da cultura judaíca em Recife.

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Efervescência parisiense

Os antigos casarões dos séculos 17 e 18 que formam o Bairro do Recife Antigo foram construídos sob influência da Cidade Luz, Paris.

Conta-se que além de edificarem belas construções com adornos, frisos, cornijas e outros relevos em destaque, os ricos da época faziam questão de desfilar seus melhores trajes pelas praças do bairro. Podia estar um calor de 40 graus que os barões e baronesas saíam às ruas com ternos, coletes e vestidos até os pés, dos mais nobres tecidos europeus. Os guarda-chuvas coloridos, símbolo do frevo, era o único refresco para disfarçar o calor abrasador.

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