Tribuna do Leitor

Desabafo de uma mãe


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Durante toda minha vida sempre me dediquei à minha família e ao meu trabalho com honestidade e lealdade, mas principalmente dando muito amor a todos. Nesta longa caminhada, encontrei pessoas maravilhosas que muito me ajudaram, principalmente em momentos difíceis como quando da perda do Célio, meu esposo e companheiro. Infelizmente, nesta caminhada, encontrei uma pessoa que foi acolhida no seio da minha família como um grande amigo. É muito triste, para mim, reconhecer a traição desta pessoa. Ela traiu a confiança que eu e o Célio depositamos nela. Ela matou a tiros o meu filho Júnior e apunhalou o meu coração de mãe, tirou a vida de um pai que deixa um filho de dois anos apenas. Nada justifica a violência e a covardia que meu filho e minha família sofreram. Agora, estou ouvindo coisas que não condizem com a verdade para justificar este ato tão covarde e criminoso, como irá se provar. Será que o sofrimento meu e da minha família ainda não foi suficiente para este traidor?

Mas Deus é grandioso. Está me dando forças para criar o Célio Neto; está me dando forças para acreditar que, neste mundo de violência, egoísmo e crueldade, ainda me restam amigos verdadeiros, e, principalmente, para acreditar na justiça divina, à qual todos nós teremos que prestar contas e só perante ela a verdade prevalecerá. O meu amor de mãe grita, chora e clama por justiça. Talvez a justiça dos homens falhe, mas eu tenho certeza de que a justiça de Deus estará presente no momento e na hora certa, porque eu sei que este Deus não me abandonou e está de mãos dadas comigo e com minha família neste momento de tanta dor. “Senhor, eu creio, mas aumentai a minha fé, eu amo, mas aumentai o meu amor, eu espero, mas aumentai a minha esperança.” (Tereza Hilario Silva de Oliveira)

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