Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

• MP x tributos

O Governo Federal editou ontem a Medida Provisória 66, que acaba com a cumulatividade da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS). A partir de 1 de dezembro, o tributo não será mais cobrado sobre o faturamento das empresas, mas apenas sobre a parcela de valor agregado em cada produto.

• Alta

Com a finalidade de evitar perdas de arrecadação provocadas pela redução da base de cálculo do tributo, o governo está elevando a alíquota do PIS de 0,65% para 1,65%, o que representa aumento de 154%. Para o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, trata-se apenas de um ponto percentual, que não representaria grandes aumentos de custos.

• Mais carga

O secretário admitiu que alguns setores, como o de serviços, terão um aumento da carga tributária em função da elevação da alíquota do PIS. Essas atividades têm poucos custos a compensar na nova fórmula de cálculo, pois não compram insumos nem bens intermediários. Por isso, a alíquota incide diretamente sobre a receita bruta.

• Tarifas

É o caso, por exemplo, da telefonia e da energia elétrica. Contudo, ainda não se sabe se a alteração vai gerar aumento no preço das tarifas. Em compensação, a cobrança pelo valor agregado deve trazer uma queda na carga do setor industrial de forma geral e no comércio atacadista, segundo Maciel.

• Valor agregado

De acordo com a MP, publicada ontem no Diário Oficial da União, podem ser descontados do preço final, para o cálculo do valor agregado, bens e serviços utilizados como matéria-prima, bens adquiridos para revenda, energia elétrica consumida, aluguéis de prédios, compra de equipamentos para a fabricação do produto final, entre outros itens.

• Bolsa

Após cinco meses na “lanterninha”, a Bolsa de Valores de São Paulo liderou o ranking das aplicações financeiras neste mês. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, acumulou alta de 6,35% no período. O indicador só havia se valorizado neste ano em fevereiro, quando subiu 10,3%.

• Ranking

O desempenho da Bovespa nesta semana definiu sua liderança do ranking. Até sexta-feira da semana passada, a Bolsa caía 0,88% no acumulado do mês. Apenas nos últimos cinco pregões, o Ibovespa subiu 7,3%. Analistas avaliaram que o investidor internacional está voltando aos poucos ao mercado doméstico. Nos últimos meses, a aversão mundial ao risco e a instabilidade eleitoral no Brasil geraram a fuga desses investidores.

• Dólar e ouro

O dólar acumulou desvalorização de 13,26% no período e foi a aplicação que registrou o menor rendimento. Em julho, a moeda norte-americana havia se valorizado em 23,05%. O ouro, que ficou em segundo lugar em julho - com alta de 20,34% - registrou perda de 11,17% em agosto. A rentabilidade dos fundos DI ficou em 1,44%, dentro da média dos últimos meses.

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