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Crédito universitário pode ultrapassar R$ 1 milhão

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Três instituições privadas de ensino superior de Bauru se cadastraram junto ao Programa de Financiamento Estudantil (Fies) do Ministério da Educação (MEC) e esperam disponibilizar crédito aos universitários num montante que pode superar a cifra de R$ 1 milhão.

Só a Instituição Toledo de Ensino (ITE) requereu ao governo R$ 899.910,00, valor que poderá garantir a permanência de aproximadamente 400 alunos nos cursos oferecidos pela instituição. Atualmente, 136 universitários da ITE já contam com o benefício.

Funcionando há quatro anos, a Faculdade Integradas de Bauru (FIB) também assegurou ensino superior para 43 estudantes, que já conseguiram a linha de financiamento para concluir a graduação. Neste semestre, a FIB reivindica R$ 24 mil para o mesmo fim.

A Universidade Paulista (Unip), que conta com cerca de 600 estudantes financiados pelo governo, também está participando do convênio, embora não tenha divulgado o valor solicitado ao Ministério da Educação.

Apenas a Universidade do Sagrado Coração (USC), este semestre, não se cadastrou, porém oferece sistema de crédito próprio aos estudantes, além de outros programas de bolsa, que colaboram, no total, com mais de dois mil alunos.

O Fies é um financiamento concedido a estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação particulares sem condições de arcar com os custos de sua formação.

Para ingressar no programa, que estará com as inscrições abertas até dia 27 de setembro, o estudante precisa estar regularmente cadastrado em universidades credenciadas junto ao MEC e que tenham manifestado interesse no processo seletivo.

Universidades que não conseguiram qualificar seus cursos ou que tiveram desempenhos indesejáveis (E e D) nos últimos três processos de avaliação conduzidos pelo Ministério da Educação (Provão), não têm acesso à linha de financiamento.

Para a diretora acadêmica e presidente da Comissão Permanente de Seleção e acompanhamento do Fies da FIB, Chiara Ranieri, a linha de crédito é interessante tanto para as faculdades quanto para os estudantes.

Compartilha dessa opinião a estudante de Administração com habilitação em marketing da mesma instituição, Danieli Rosa, de 22 anos. Ela foi aprovada pelo programa no primeiro semestre deste ano e garante que, sem o benefício, não teria como manter a faculdade.

Para reivindicar o crédito, o candidato tem de contar com um avalista, com renda comprovada compatível, e não pode ter participado do Programa de Crédito Educativo (Credusc).

Se a renda familiar do estudante for inferior a 60% do valor da mensalidade integral do curso a ser financiado, ele deve apresentar um outro fiador.

O avalista deve ter idoneidade cadastral e renda de, no mínimo, duas vezes o valor da mensalidade integral do curso financiado. Caso isso não ocorra, pode ser apresentado fiador adicional, até o limite de quatro garantidores por contrato.

Condições

O percentual de financiamento é escolhido pelo estudante no ato da inscrição, obedecendo limite máximo de 70% do valor da mensalidade cobrada pela instituição de ensino.

A taxa de juros é de 9% ao ano, sendo fixa por todo o período de vigência do contrato. O pagamento do empréstimo é feito em três etapas. Enquanto o estudante está cursando a faculdade, deve pagar parcelas trimestrais limitadas a R$ 50,00.

Após a sua graduação, as 12 primeiras prestações têm o mesmo valor da parcela não financiada pelo programa. As demais são calculadas pela Tabela Price, com prazo de amortização de até uma vez e meia o período financiado.

Na opinião do economista Maurício Gallo, a linha de crédito é conveniente porque o percentual de juros é baixo em comparação com o rendimento da poupança e com os juros cobrados através de outros financiamentos adquiridos em instituições bancárias, que podem chegar a 40% ao ano.

Com relação às correções da Tabela Price, ele esclarece que as primeiras parcelas da amortização vão priorizar os juros em detrimento do valor principal da dívida, depois a situação se inverte.

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