Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

• Pré-pagos

Em breve, deve ser encaminhada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a proposta de algumas operadoras de telefonia para que o prazo de validade dos cartões de celulares pré-pagos seja ampliado. A mudança na regulamentação dos pré-pagos poderá evitar o desligamento de celulares por falta de chamadas originadas após o término dos créditos do cartão.

• Proposta

De acordo com o diretor Associação das operadoras de celulares (Acel), Antônio dos Santos, as empresas querem postergar por mais tempo o desligamento do celular, mesmo que o usuário não insira novos créditos. Mas a proposta ainda não tem consenso na associação.

• Prazo

Atualmente, o limite do prazo de validade dos cartões é de 90 dias, mas Santos explicou que as empresas que reivindicam a querem manter os terminais ligados porque, muitas vezes, eles continuam recebendo ligações e gerando receitas de interconexão. A média atual de chamadas originadas de celulares pré-pagos em algumas empresas não passa de dez minutos por mês.

• Custos

O desligamento dos celulares e posterior reabilitação acaba forçando as empresas a pagarem o Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) para cada vez que o terminal é habilitado, o que representa um custo entre R$ 26,00 e R$ 27,00 para a operadora, além de uma taxa anual de R$ 14,00 por celular, também para o Fistel.

• Comércio

Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo sobre o desempenho do comércio mostram que o consumidor prefere comprar à vista, utiliza o dinheiro que sobra para pagar dívidas e foge do crediário. A mesma situação está ocorrendo no comércio de Bauru, conforme matéria divulgada no Jornal da Cidade recentemente.

• Desempenho

Em agosto, as vendas a prazo na Capital paulista, medidas pelo número de consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), caíram 7,9% na comparação com julho e cresceram apenas 0,4% sobre igual mês de 2001. As compras à vista, medidas pelas consultas ao Usecheque, cresceram 4% e 18,2%, respectivamente, segundo a ACSP.

• Reflexo

Como reflexo da escalada do dólar, a indústria ainda tem dificuldade em repassar às redes de varejo os aumentos nos custos dos insumos importados. O resultado é que a margem de lucro e a rentabilidade alcançadas pelo varejo neste ano têm seguido em sentido contrário ao das obtidas pela indústria. Esse movimento tornou-se evidente nos últimos meses e já cria atrito entre as partes.

• Margens

Além disso, nas atuais promoções do varejo também são os fornecedores que têm bancado boa parte das reduções nos preços verificadas nas prateleiras. Isso reduz o ganho das empresas. Essa perda na margem tem sido usada pela indústria como novo fator de pressão na hora de negociar novos reajustes de preços a partir deste mês. Na prática, o que a indústria tem feito é mostrar que está com margens apertadas, por isso, não pode mais bancar as promoções.

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