Política

Prefeitura Municipal confirma piscinão no Pq. Vitória Régia

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A Prefeitura Municipal de Bauru definiu, ontem à noite, que a resolução para o problema de enchente na avenida Nações Unidas inclui a construção de uma barragem de contenção de água no parque Vitória Régia que, na época das chuvas, vai transformar o local em um grande piscinão. O engenheiro responsável pelo projeto técnico, Márcio Pacheco, da empresa Argos S/C Ltda, garantiu que as obras incluem a preservação da beleza paisagística do parque.

A Argos partiu para uma proposta tecnicamente eficiente e mais barata para o Município, segundo o engenheiro. “A barragem prevista para o parque Vitória Régia é eficiente na contenção de água pelas características da região e custo próximo de R$ 150 mil”, disse Pacheco.

Entretanto, o engenheiro não se arriscou em projetar qual será o gasto necessário para todo o projeto, que inclui processos de microdrenagem, melhoria no escoamento das águas por tubulações complementares e outras medidas.

Também não há previsão para a instalação do plano de macrodrenagem na região da Nações ainda este ano. A prefeitura não terá tempo hábil para licitar as obras e realizá-las antes do início da próxima temporada das chuvas, previsto para dezembro.

Márcio Pacheco contou que os estudos preliminares indicaram que o parque Vitória Régia tem capacidade para reter até 1,5 metro de altura de água de chuva no caso de risco de enchente. “Esta capacidade do parque aliada às obras complementares que vão reduzir a velocidade da água na bacia e mantê-la sob controle pelo tempo necessário para impedir inundações na avenida vai resultar em um processo eficiente”, cita.

A Argos apontou em seus estudos que o parque permaneceria cheio, em forma de piscinão, por no máximo três horas em caso de grandes precipitações. Contudo, Pacheco salientou a necessidade de relacionar o processo de contenção das águas a um eficiente sistema de manutenção do sistema e de limpeza do piscinão formado pelo parque. “A manutenção da limpeza da micropoluição no sistema é fundamental, assim como o trabalho de limpeza com o parque depois que a água do piscinão der vazão”, salienta.

Passo a passo

A prefeitura vai pagar R$ 33 mil pelo projeto de drenagem da bacia do Córrego das Flores, na avenida Nações Unidas. A empresa foi escolhida através de licitação. A secretária municipal de Planejamento, Maria Helena Rigitano, contou que o estudo está sendo discutido passo a passo com a administração. “Nós estamos discutindo as viabilidades técnicas e o custo”, diz.

Segundo Rigitano, o arquiteto Jurandyr Bueno Filho discutiu e aprovou a proposta do piscinão e vai colaborar com o projeto paisagístico que visa manter as características do parque Vitória Régia. “A prefeitura vem se preocupando há anos com o processo de controle da macrodrenagem, mas a carência de investimentos não têm permitido que os problemas sejam resolvidos e isso agora foi deflagrado”, comenta.

A administração se prepara para licitar o estudo de macrodrenagem da bacia Água da Ressaca, assim como vai contratar o projeto da bacia Água do Sobrado.

Márcio Pacheco explicou os estudos já realizados na região da Nações Unidas. A apresentação foi feita no Centro Cultural, com a presença do prefeito Nilson Costa (PPS), secretários, vereadores e representantes de associações municipais, profissionais de arquitetura e engenharia e e entidades ambientais.

O engenheiro da Argos contou que o estudo inclui o ataque à micropoluição (formada por resíduos de ferro, zinco, borracha e outros) associado à resolução das enchentes.

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