Tribuna do Leitor

Acadêmico Hélcio Pupo Ribeiro


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Não, não morreu. Apenas adormeceu aqui, para despertar lá.

Deixou emoções, lembranças profundas. Somos seus herdeiros; do amor pela música, das notas musicais que exprimem mais que palavras, das suas palavras que soavam sinfonias. Deixou a sua doce “implicância” como batuta, regendo a orquestra definitivamente perfeita. Mesclada com a música, com a arte, deixou a sua sensibilidade, o seu entusiasmo, o seu método como o moto-contínuo da alegria de viver embalada por cânticos, melodias e sonatas. Foi, como ninguém será, a voz da música erudita em Bauru.Envolveu-se e envolveu a sociedade com ternura musical, aperfeiçoando e polindo o pendor, o critério e o amor pela arte.

Não morreu, está vivo nos acordes das variações musicais, despertando-nos todas as manhãs com a sonoridade da natureza que canta; adormecendo-nos ao acalanto das sonatas de Beethowen, Chopin, Villa-Lobos, Wagner, dos poemas sinfônicos de Hector Berlioz e de todos os grandes gênios da música universal. Apenas adormeceu para ficar eternamente na história da cultura de Bauru. Para despertar lá, ouvir e até reger a celestial orquestra dos anjos com as suas harpas. Ao ilustre musicólogo Hélcio Pupo Ribeiro as homenagens da “sua” Academia Bauruense de Letras. (Munir Zalaf - Presidente da ABL - RG: 2.726.959)

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