Botucatu - Durou pouco mais de duas horas a audiência pública sobre a poluição sonora em Botucatu que a Câmara promoveu na noite da última quinta-feira. Tempo suficiente para que vereadores, autoridades, representantes de entidades, de empresas de vários ramos de atividade e da sociedade em geral debatessem o assunto.
O tempo foi suficiente, também, para troca de informações, para alguns desabafos pessoais e para muitas sugestões. Consenso, mesmo, apenas um: “do jeito que está não dá para ficarâ€.
O presidente da Câmara, vereador Júnior Colenci, iniciou o debate expondo alguns dos principais pontos da legislação em vigor (Lei nº 4.127, que dispõe sobre sons urbanos no município de Botucatu, promulgada em 22 de dezembro de 2000) e também propostas de emendas para alterar a lei, encaminhadas ao Legislativo por empresas e entidades locais.
Durante o encontro, o ex-vereador Eugênio Monteferrante, um dos autores da lei, fez um breve histórico da origem do projeto.
O delegado de polícia Mauro dos Santos comentou as ocorrências registradas em relação ao assunto. “Muitas pessoas acabam na delegacia para registrar B.O. por perturbação de sossego e nós procuramos dar um acompanhamento aos casos, tentamos resolver os problemasâ€, disse.
O que se percebe, segundo o delegado, é que muitas pessoas que trabalham com som desconhecem a lei vigente e essa falta de informação acaba gerando o desrespeito a ela, frisou.
O que precisa, segundo Colenci, é que a atual lei seja regulamentada de forma que não interfira na qualidade de vida das pessoas e que possa, efetivamente, ser cumprida.