Beleza em alta
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o crescimento desse setor no ano passado foi de 6,4%, contra 1,51% do Produto Interno Bruto (PIB). No último censo divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), a evolução do faturamento do setor foi de 186%.
Faturando
Na análise sobre 2000-2001, o levantamento da associação mostrou que o setor apresentou aumento de 16% no faturamento e de 42% em unidades franqueadas. Clínica de estética, salão de beleza e farmácia de manipulação são as franquias mais em alta. A procura por terapias alternativas cresceu 30% neste ano, segundo o Sindicato Nacional dos Terapeutas (Sinte).
Interesse
Já as farmácias de manipulação, nos últimos quatro anos registraram crescimento de 40%, faturando, em 2001, US$ 511 milhões, conforme dados da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). Dois fatores teriam impulsionado empreendedores: a perspectiva de crescimento do mercado, em função de as pessoas estarem mais interessadas na estética e na saúde, e o investimento baixo para abrir um negócio.
Marcas
Pensar na valorização da marca não é tarefa importante apenas para grandes empresários, como também para pequenos e médios. A afirmação é de consultores de marketing, baseados em estudos que mostram o valor de empresas que investem na sua marca. Nunca é tarde para começar a fazer isso.
Valor
Segundo estudo da consultoria de marketing Interbrands, uma das mais conceituadas do mercado norte-americano, o valor apenas do nome de gigantes como Coca-Cola, Microsoft e IBM supera a soma de todo o patrimônio dessas empresas. Ou seja, para adquirir a marca Coca-Cola (a mais cara do ranking 2002), o comprador desembolsaria US$ 69,6 bilhões. Para comprar todas os ativos da empresa, como as fábricas, os veículos, as máquinas e os refrigerantes, o gasto cerca de US$ 3 bilhões.
Sem barreiras
Os consultores explicam que a importância do investimento não tem relação com o setor econômico. Isso significa que todos podem se beneficiar do fortalecimento da própria marca, desde as pequenas indústrias até os prestadores de serviços, passando pelos mercados têxtil, varejista, educacional ou de saúde.
Vocação
A vocação empreendedora do povo brasileiro foi confirmada em uma pesquisa realizada em novembro do ano passado, cujos resultados foram divulgados recentemente. De acordo com o levantamento, no Brasil 77% das pessoas têm vontade de ter um negócio próprio. Por outro lado, estudos do Sebrae-SP mostram que 71% das empresas abertas no País não duram mais que cinco anos. Ou seja, sobra interesse, mas falta preparo para concretizar o sonho.
Planejamento
Mesmo que a idéia seja brilhante, ela não sustenta um negócio sem planejamento adequado. É preciso conhecer bem o mercado escolhido, os clientes potenciais, os concorrentes e os fornecedores. Além disso, deve-se buscar um diferencial em relação aos serviços ou produtos já existentes.
Táticas
Uma das opções para o empreendedor em potencial começar é atuar como empregado no segmento de interesse. A tática permite a interação com fornecedores e clientes e a criação de uma rede de contatos. Outra estratégia é usar olhos de consumidor e conhecer o mercado no papel de cliente. As incubadoras de empresas também reduzem o nível de mortalidade das empresas iniciantes.