Bairros

Defesa Civil e Ministério Público acompanham a execução de obras

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A Defesa Civil espera um período de chuvas mais tranqüilo neste ano. O coordenador do órgão, Álvaro de Brito, acredita nas previsões do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e garante que, se elas falharem, ele já conta com mais estrutura para atuar em casos de emergência.

Atualmente, a Defesa Civil está aparelhada para dar abrigo a 150 pessoas e para oferecer quatro refeições diárias para cerca de 700 desabrigados.

Com investimento recente de R$ 10 mil, Brito adquiriu para o município material para proteção individual, equipamento que faltava até há pouco tempo. “Claro que o ideal seria contarmos com um veículo com tração nas quatro cordas e com a Central de Emergência, principalmente agora que a Defesa Civil completa seu jubileu de prata”, cobra.

Contudo, o próprio coordenador reconhece que no último ano o prefeito municipal de Bauru, Nilson Costa, passou a demonstrar mais sensibilidade às necessidades do órgão.

Cobrança

A preocupação da Administração Municipal vai além da Defesa Civil, até porque o Ministério Público Estadual está acompanhando a execução das obras que constam no termo de ajustamento de conduta assinado pela prefeitura no ano passado.

Através dele, Nilson Costa assumiu a responsabilidade de recuperar áreas da cidade, que apresentavam riscos aos moradores da região devido às erosões e enchentes.

Na sexta-feira passada, a prefeitura encaminhou relatório ao MP prestando conta da execução das obras, mas os promotores de Justiça de Habitação e Urbanismo, José Carlos Carneiro de Oliveira, do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli, e da Cidadania, Fernando Masseli Helene, ainda não avaliaram as informações encaminhadas pela prefeitura. Eles devem se manifestar sobre o assunto amanhã.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também não se posicionou sobre o empenho da administração municipal na recuperação das áreas em risco. Contudo, o coordenador da comissão, Sandro Fernandes, lembra que o maior fiscalizador das obras é o povo. “ Os moradores que participaram da Plenária Popular estão de olho. Estamos à disposição para resolver possíveis impasses”, esclarece.

Ao que tudo indica, a população que vive ou trabalha nos arredores das áreas constantemente inundadas durante o período de águas também estão otimistas com a situação da cidade. “Vi coisas horríveis por aqui, mas tenho a impressão que nos últimos meses a situação está melhorando”, informa Rosa da Cunha Pavan, que trabalha num estabelecimento localizado na rua Alfredo Maia, uma das vias mais castigadas pelas enchentes.

Previsão climática

As previsões climáticas devem colaborar este ano com os investimentos feitos pela Prefeitura Municipal de Bauru em obras realizadas para evitar possíveis inundações. Segundo o prognóstico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o El Niño, neste ano, deve provocar efeitos atmosféricos fracos e moderados no Brasil.

El Niño é como se denomina o aquecimento das águas do Oceano Pacífico e que provoca oscilações no clima sentidas em todo o mundo. Quando essas variações chegam aos continentes, podem provocar fortes secas ou chuvas arrasadoras.

Contudo, Micheline de Souza Coelho, meteorologista do órgão, ressalta que as previsões muitas vezes falham, uma vez que é difícil monitorar influências que devem ser sentidas num prazo que ultrapassa os três meses. “Além disso, quando prevemos pouca chuva, não levamos em conta acidentes, como precipitações num dia só e num grau referente ao mês inteiro”, enfatiza.

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