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Acusados de pichação reparam danos

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Dois rapazes acusados de pichar o muro de uma farmácia na Vila Independência, em Bauru, resolveram assumir o erro e reparar os danos causados ao proprietário do estabelecimento. Na tarde de ontem, eles pintaram as paredes pichadas.

O proprietário da farmácia, Wagner Roberto Teixeira dos Santos, disse que o muro foi pichado na madrugada do dia 30 de agosto, uma sexta-feira.

Santos conta que através de testemunhas e pessoas da vizinhança descobriu os autores das inscrições. O dono da farmácia teria ido às casas dos rapazes e conversado com familiares, mas não os encontrou.

No domingo à tarde, os acusados teriam procurado Santos para pedir desculpas e propor a pintura da parede. “Eu estava em casa, eles vieram, pediram desculpas e disseram que iriam pintar”, diz.

Ele conta que não procurou a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência. “Não resolve”, alega.

Santos disse que tinha a tinta, já que o prédio foi construído e pintado recentemente. “A construção não tem nem um ano”, reforça.

Um dos rapazes que assumiu ter pichado o muro da farmácia, um estudante de ensino médio de 18 anos, disse que resolveu assumir o erro e reparar os danos porque ficou com medo de ser perseguido.

“Disseram que tinha um investigador atrás de mim e eu fiquei com medo de me enquadrarem. É melhor pintar do que ficar correndo por causa disso”, diz.

Ele conta que pichou o muro na companhia de apenas um colega de 17 anos. Ele afirma, no entanto, que pretende parar de pichar. “Eu picho porque é arte, mas estou sossegado. Vou fazer grafite porque é muito melhor que pichar”, salienta.

Conforme matéria publicada pelo JC no mês passado, o grafite e outras iniciativas têm surtido efeito no combate à pichação em estabelecimentos comerciais.

Algumas empresas optaram por colocar placas no local informando que a cada mês em que o muro permanecer limpo, famílias carentes receberão ajuda. Outras, preferem as câmeras como alternativa.

No Centro Cultural “Carlos Fernandes de Paiva”, o grafite teve resultado positivo. Apesar do muro frontal ter sido pichado, o muro lateral, grafitado, ficou intacto.

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