Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Plástico

Depois da confirmação da Refsol e do interesse já manifestado pela diretoria da Ajax, outra empresa bauruense pretende se instalar em Agudos. O prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) revelou que uma firma ligada à indústria e comércio de plásticos protocolou, na última sexta-feira, uma solicitação de área de 7 mil metros quadrados para o empreendimento.

• Pedidos

Com a atual onda de pedidos de terreno para a Prefeitura Municipal de Agudos, o prefeito Octaviani afirma que seu cuidado está voltado para que seja fornecida apenas a área necessária para a instalação do empreendimento, nada além disso.

• Mais refrigerante

Além da unidade em Agudos e da ampliação da fábrica de Bauru, o grupo proprietário da Refsol - que mantém uma política de privacidade sobre a divulgação de nomes - pretende investir R$ 6 milhões na região até 2004, possivelmente para aproveitar a boa qualidade da água do lençol botucatuense. Em princípio, serão quatro novas unidades da empresa, sendo uma delas nas proximidades de Botucatu.

• Indústria

Ainda falando sobre o setor, a produção industrial brasileira em julho permaneceu estável em relação a junho e cresceu frente ao mesmo mês de 2001, embora a melhora esteja relacionada principalmente à fraca base de comparação do ano passado, quando o País enfrentava o racionamento de energia elétrica.

• Racionamento

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em julho a produção industrial cresceu 3,3% na comparação com julho do ano passado. O crescimento acumulado nos primeiros sete meses de 2002 alcançou 0,4%. Num comunicado oficial, o IBGE sustentou que a melhora em alguns setores deve-se a um período de produção declinante, sobretudo nos segmentos afetados pelo racionamento.

• Reflexos

No ano passado, o crescimento da produção industrial brasileira diminuiu drasticamente para 1,5%. Neste ano, a economia tem sido afetada por uma crise na confiança de investidores diante das eleições presidenciais de outubro, o que deixou os mercados tensos e obrigou o Banco Central a manter o juro básico em níveis elevados durante vários meses.

• Acordo

O novo acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) é importante não somente para o Governo Federal, como também para as empresas brasileiras. O forte apoio recebido pela instituição deverá ajudar a mudar o pessimismo do mercado internacional em relação ao Brasil. No curto prazo, isso beneficiará principalmente as empresas que não conseguiam renovar financiamentos no exterior.

• Poder

Com o aumento significativo do poder de intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar tende a recuar. Isso também ajudará empresas que estavam sofrendo restrição de crédito até no mercado doméstico, já que a tendência em relação à oferta de dólares é de aumentar daqui em diante.

• Crédito

Outra tendência que se vislumbra a partir desse novo cenário é que as linhas de crédito para empresas exportadoras também devem ser retomadas. No próximo ano, a ajuda do FMI representará um grande alívio para as contas públicas e ajudará o novo governo a cobrir parte de sua necessidade de financiamento em 2003, estimada em US$ 43 bilhões.

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