Cultura

Cowboy sente falta dos cavalos

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 2 min

Ele passou mais de 70 dias confinado na casa do Big Brother 2 e afirma que quando saiu, a primeira coisa que fez foi passar a noite em claro com Carla, sua namorada há dois anos. Mas com a fama, o peão de Ribeirão Preto, Rodrigo Leonel não teve tempo para fazer o que o transformou em celebridade: domar cavalos.

O prêmio de R$ 500 mil também está intocado na conta aberta pela produção do programa. “Não sobra tempo para nada, a minha vida tem sido viajar e conhecer gente. Ainda não parei para pensar no que vou fazer”.

Muito simples e bem humorado, Rodrigo conversou por telefone com o JC enquanto estava preso num congestionamento na avenida dos Bandeirantes, em São Paulo, rumo a “um canto para almoçar”. “Minha nossa! Hoje é feriado, 7 de setembro, está chovendo, fazendo frio e esta cidade não pára. Quem mora aqui não sabe que dormir é bão, não?!”, brinca.

Ao mesmo tempo em que agradece a Deus pelo prêmio e pelo momento em que está vivendo, reclama da falta de privacidade e do desassossego. “Não é nem cada dia num lugar, é cada hora.”

Mas confessa que está curtindo a oportunidade de ter lançado o CD “Cowboy Rodrigo no Batidão da Viola” e poder cantar com os amigos de infância Fred e Pedrito. Rodrigo conta que nunca imaginou subir num palco, mas que na verdade sempre quis fazê-lo. “Querer cantar eu sempre quis e até cantava com os amigos, mas ter um CD é coisa boa de mais, minha Nossa Senhora, você não imagina.”

Grande parte da movimentação de sua vida está sendo promovida pela divulgação do disco, que o trouxe a Bauru no último sábado, na Estância Rastro do Cowboy.

Rodrigo, que acreditava que Moisés venceria o Big Brother, não vê a hora de ter calmaria na dita “vida artística”, pois morre de saudade da família e do mundo rural. “Mas aqui fora dá pelo menos para telefonar. Mas para cuidar dos bichinhos é preciso tempo.” Ele quer montar um hotel para domar animais e aumentar seu plantel.

Até agora, o único contato com seu meio foi na festa do peão de Barretos, quando foi homenageado pelos cowboys independentes como “Embaixador Brasileiro do Rodeio” e ficou muito emocionado.

Sobre sua relação com a religiosidade, o cowboy conta que começou a chamar a santa de “minha pretinha” quando tinha 16 anos e ainda não sabia direito o que era fé. “Hoje tenho certeza de que muitas coisas na vida só se consegue quando se acredita em Deus e na minha pretinha, de quem sou devoto”, finaliza com a maior humildade do mundo.

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