Ele passou mais de 70 dias confinado na casa do Big Brother 2 e afirma que quando saiu, a primeira coisa que fez foi passar a noite em claro com Carla, sua namorada há dois anos. Mas com a fama, o peão de Ribeirão Preto, Rodrigo Leonel não teve tempo para fazer o que o transformou em celebridade: domar cavalos.
O prêmio de R$ 500 mil também está intocado na conta aberta pela produção do programa. “Não sobra tempo para nada, a minha vida tem sido viajar e conhecer gente. Ainda não parei para pensar no que vou fazerâ€.
Muito simples e bem humorado, Rodrigo conversou por telefone com o JC enquanto estava preso num congestionamento na avenida dos Bandeirantes, em São Paulo, rumo a “um canto para almoçarâ€. “Minha nossa! Hoje é feriado, 7 de setembro, está chovendo, fazendo frio e esta cidade não pára. Quem mora aqui não sabe que dormir é bão, não?!â€, brinca.
Ao mesmo tempo em que agradece a Deus pelo prêmio e pelo momento em que está vivendo, reclama da falta de privacidade e do desassossego. “Não é nem cada dia num lugar, é cada hora.â€
Mas confessa que está curtindo a oportunidade de ter lançado o CD “Cowboy Rodrigo no Batidão da Viola†e poder cantar com os amigos de infância Fred e Pedrito. Rodrigo conta que nunca imaginou subir num palco, mas que na verdade sempre quis fazê-lo. “Querer cantar eu sempre quis e até cantava com os amigos, mas ter um CD é coisa boa de mais, minha Nossa Senhora, você não imagina.â€
Grande parte da movimentação de sua vida está sendo promovida pela divulgação do disco, que o trouxe a Bauru no último sábado, na Estância Rastro do Cowboy.
Rodrigo, que acreditava que Moisés venceria o Big Brother, não vê a hora de ter calmaria na dita “vida artísticaâ€, pois morre de saudade da família e do mundo rural. “Mas aqui fora dá pelo menos para telefonar. Mas para cuidar dos bichinhos é preciso tempo.†Ele quer montar um hotel para domar animais e aumentar seu plantel.
Até agora, o único contato com seu meio foi na festa do peão de Barretos, quando foi homenageado pelos cowboys independentes como “Embaixador Brasileiro do Rodeio†e ficou muito emocionado.
Sobre sua relação com a religiosidade, o cowboy conta que começou a chamar a santa de “minha pretinha†quando tinha 16 anos e ainda não sabia direito o que era fé. “Hoje tenho certeza de que muitas coisas na vida só se consegue quando se acredita em Deus e na minha pretinha, de quem sou devotoâ€, finaliza com a maior humildade do mundo.