Política

Tobias quer 2º mandato para garantir mais verba

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) diz que busca seu segundo mandato na Assembléia Legislativa para garantir a continuidade da atenção do governo do Estado a Bauru e região.

Embora ele avalie que fez um “bom trabalho” na gestão 1998/2002, o parlamentar reconhece que precisa ser reeleito para continuar atendendo aos interesses de Bauru e dos municípios que gravitam em torno dela.

“Ainda falta muita coisa. Acredito que com essa experiência de quatro anos na Assembléia, terei mais facilidade de trânsito nos órgãos governamentais”, explica.

Tobias acredita que um eventual segundo mandato como deputado estadual será mais útil à sociedade. “Quero trabalhar para que todos os municípios da nossa região tenham classes de 5.ª a 8.ª séries e de segundo grau”, promete.

O parlamentar também quer concretizar o projeto do governo para a instalação de uma unidade da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) em Bauru.

Lembrando que as instalações do Hospital Regional serão entregues até outubro deste ano, o tucano diz que suas atenções na área de saúde agora se voltam para a retomada das obras do Hospital do Centrinho.

“Já conseguimos fazer constar na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, para o ano que vem prioridade para verba de R$ 12 milhões.”

Outras duas importantes obras que o deputado continuará articulando para viabilizá-las são a duplicação da rodovia Bauru-Marília e o aeroporto, já em adiantada fase de construção.

“Vinculada ao aeroporto, estamos trabalhando para a duplicação da Bauru-Iacanga até o trevo de seu acesso”, complementa.

Sem cinismo

Eleito em 1998 para cumprir mandato de quatro anos, dois anos após Tobias se licenciou da Assembléia Legislativa para disputar a Prefeitura de Bauru. A decisão provocou constrangimento entre seu eleitorado.

“Não vou ser cínico. Na época, achei que deveria disputar a prefeitura. Coloquei meu nome à disposição da população para o cargo do executivo. Mas a sociedade achou que não deveria ocupar a função. Portanto, não sou candidato na próxima eleição municipal”, garante.

Ele diz que pretende trabalhar suprapartidariamente para a escolha de um bom nome para a sucessão do prefeito Nilson Costa (PPS).

“Essa pessoa tem que ter experiência administrativa e empresarial. Hoje, um prefeito, na verdade, é um gerente. Ele tem que ser técnico e arrojado. Só discurso político não basta mais”, observa.

O tucano defende que todos os segmentos políticos da cidade deveriam, após as eleições de outubro próximo, iniciar um processo de discussão em torno de um nome de peso.

“Bauru está abandonada e atrasada. É só andar pela periferia para ver o que está acontecendo”, comenta. â€œÉ hora de unir forças para arrumar um competente para administrar a cidade”, analisa.

O deputado foi eleito pelo PDT, embora sua trajetória política tenha se iniciado no PSDB. Em 1999, decidiu abandonar o ninho tucano e se filiar ao partido do polêmico Leonel Brizola.

No ano passado, retornou ao PSDB depois de disputar o controle da legenda com o ex-deputado federal Tuga Angerami (PSB). “Sempre fui um social democrata. Sai do partido porque quem o controlava não dava espaço para outros grupos”, afirma.

Pedágios

O parlamentar é defensor das praças de pedágios nas estradas estaduais. Na avaliação dele, a manutenção das rodovias pode ser feita de duas maneiras: ou a população toda contribui - inclusive aqueles que não são proprietários de veículos - ou cobra-se dos usuários.

“Não acho justo que a dona Maria que mora na periferia e nem tem bicicleta pague para manter as rodovias que ela pouco usa. Quem deve pagar é quem usa. Essa é uma questão filosófica. Só acho que os valores deveriam ser menor”, reconhece.

Tobias diz que o preço do pedágio poderá cair se o Estado decidir prorrogar os contratos das concessionárias, hoje firmados para 20 anos.

“Estamos discutindo se seria viável prorrogar os contratos para mais dez anos, ou seja, as concessões passariam para 30 anos. Com isso, os valores seriam diminuídos”, conta.

O tucano explica que a principal barreira para a alteração encontra-se no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição financeira não está disposta a conceder empréstimos para viabilizar a proposta.

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