No texto inserido na pág. 2 da edição de 5/9 último, o jornalista-prefeito de Bauru, meu conhecido há mais de 40 anos, outrora simpatizante do lacerdismo, depois do janismo, hoje neo-comunista, mas sempre malufista, manifesta testemunho objetivando reparar injustiça que presentemente a mídia comete (na opinião dele) contra seu candidato a presidente da República. Não é o caso, mas entendo que jornalista só pode ser parcial quando em serviço remunerado de trabalho de assessoria, onde recebe e cumpre ordens de falar e escrever “pró ou contra†de acordo com a vontade do chefe... Caso contrário, trabalhando em órgão de divulgação (rádio, TV ou jornal), a imparcialidade é condição “sine qua non†para obter credibilidade. Que Ciro Gomes seja uma pessoa humana, posso até concordar com o jornalista-prefeito, mas que seja sensível e tenha grande respeito pelas mulheres, aí a discordância é abissal. Dia 2 último a Folha publicou uma charge do artista Cláudio, onde Tasso apresentando Ciro com a boca fechada com esparadrapo dizia a Roberto Freire e a Roberto Jeferson, o “pescoçudo†o seguinte: “Encontrei um jeito do Ciro não cair mais nas pesquisas...â€. Se respeito existe, são dos veículos de comunicação mas para com Patrícia Pillar, que haverá certamente após as eleições do mais escasso corte ideológico, de nos brindar com suas magníficas interpretações teatrais. Arrogância é o candidato a presidente desvestir-se da toga de estadista e constranger publicamente sua esposa e companheira, escancarando e dando motivos para incursão em sua vida pessoal e íntima. Discordo do jornalista-prefeito quando diz serem errôneas as interpretações das palavras do impertinente candidato. Li dias destes num dos jornais do nosso estado, que Ciro depois de “chamar um eleitor de burro, brigar com um estudante, discutir com empresários da Fiesp e ironizar o papel da mulher na campanha, só precisa chutar a santa para enterrar de vez a sua candidatura a presidenteâ€. Certamente o jornalista-prefeito jamais cometeria comportamento análogo ao do seu candidato a presidente da República. Tenho certeza de que jamais veremos o jornalista-prefeito cometer atitudes politicamente inadequadas. Concordo com o jornalista-prefeito que é preciso aperfeiçoar o processo democrático com mais ética na política. Faz um bom tempo que isso não ocorre a partir de Bauru para o mundo... Com certeza de 1997 até os dias atuais! Coincidentemente na mesma edição do JC, pág. 24, o médico Carlos Alberto Monte Gobbo disserta com toda simplicidade e elegância, fato verídico ocorrido no passado, que dá bem a idéia sobre a personalidade do candidato do jornalista-prefeito. Já que o candidato a presidente da República, conforme depoimento do jornalista-prefeito “é um grande amigo de Bauruâ€, e amizade pressupõe companheirismo, partidarismo, protecionismo entre outros “ismosâ€, transmita-lhe uma máxima de Tancredo Neves: “Se Deus não lhe deu a graça da humildade, peça a Ele a da dissimulação e finja que é modesto.†Hoje tenho minhas dúvidas quanto ao pau de galinheiro mais sujo. Acho que o do ACM seja um pouquinho menos sujo... (Nicanor Amaro Silva Neto - RG: 7.725.024)
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