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Ainda Bauru, atual e sua saga


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No ensejo dos 106 anos da existência de Bauru, convém (segundo entendemos), relembrar a estapafúrdia atitude, contudo, – de efeito nobre, produzida pelo grupo defensor da vila de Bauru – quando ainda distrito e pertencia ao município Espírito Santo da Fortaleza (já de há muito inexiste do mapa). Na noite de 7 de janeiro de 1896, o grupo que buscava levar a vila a município, surrupiara os livros e documentos pertinentes ao mando do município em questão. A emancipação e elevação do distrito a município, teria ocorrido em (1/8/1896, segundo Lei do Governo do Estado), dia festejar o aniversário.

Em 106 anos de vida de Bauru, (na qual vivemos por cerca de 53 anos), festejamos, tal como bem comemorou o JC. Este, abrindo sua – Edição-Debate – lançando “Um olhar no futuro - perspectivas e desafios”. Na página de abertura da edição especial, o símbolo fotográfico dos ainda existentes trilhos ferroviários, w suas chaves de mudanças que restaram, hoje sob os títulos das “ferrovias Novoeste e Ferroban em Bauru”. Para quem por aquele pátio (fotografado), verifica e sofre o incontestável desalento pelo desleixo total. Comparado a outrora, o sistema ferroviário, em algumas partes do país (como em boa parte no interior do Estado), se encontra igualmente em total abandono, por pouco sepultado. É um assunto que, particularmente já contestamos em 1995, na (defesa de Mestrado na Unesp, obtendo nota máxima com louvor). Nos utilizamos dos argumentos inerentes e preferenciais, supostamente sob os interesses unicamente econômicos da nossa potente e exteriorizada Petrobras. Esta, goza dos direitos de absoluta (procura, produção e venda de petróleo), em seu favor. Cujo interesse, voltado ao crescimento do comércio e do consumo, alargou-se, em proveito único de consumo, nos transportes rodoviários de carga, grandes frotas de pesados caminhões, há muito cortando o Brasil nos quadrantes de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Com o tempo (na seqüência), foi-se abandoando o sistema de tração aqui consolidado, nascido e batizado de NOB. Assim, o que se fizera de preservação (não se faz no presente), foi levar o passado por terra, constituído pelo desleixo do sistema ferroviário, cujo importante marco do progresso da cidade, hoje abandonado ao Deus dará. Estamos certos de que, pior seria (se fosse possível projetar a verdadeira história da NOB), examinar, quanto àqueles que sucumbiram por motivos óbvios do pesado trabalho, buscando o progresso, a custo e sacrifício de vidas humanas. O que seria de nós, se pudesse-mos penetrar na história do esquecimento, de quantos foram os infelizes que desapareceram lutando em busca do sucesso; que muitos não chegariam ver. Fosse por doenças, má alimentação, acidentes, ataques de animais peçonhentos e de todo tipo de bichos. Sem esquecer dos ataques infelizes indígenas, invadindo a atividade de construir caminhos para implantação do trem de ferro, no encalço do progresso. Sem falar (retrocedendo ao passado), no que resulta mais tristemente, àqueles que teriam vivido e conhecido a era do transporte de bens de consumo e etc, de São Paulo a Mato Grosso com destino à Bolívia e vice versa. Eram largas “serpentes de aço”, em geral transportando (em ambos sentidos), a produção de bens, alimentos, animais e gado, veículos e vários tipos de equipamentos de interesse econômico (incluso os de exportação e importação). As “serpentes”, chegavam a trafegar com 20 a 30 vagões, na maioria das vezes atreladas à duas locomotivas, que se mostraram mais aceitas quando providas a óleo diesel. Fico por aqui. (O autor, José Almodova, é professor, jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas nesta coluna)

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