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Como recuperar a civilização


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Praticamente todo o mundo voltou ontem sua lembrança para a pavorosa tragédia de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Quase ninguém, em todo o planeta, se manteve indiferente ao episódio, o pior da história dos povos, rememorizando-o quanto às suas proporções e suas fabulosas conseqüências, no burburinho do qual a humanidade perdeu bens materiais de vulto extraordinário e cerca de 2.800 vidas preciosas, crianças inclusive, tudo transformado em detritos e fumaças em meio aos impressionantes destroços, os quais, hoje, vistos através da televisão, voltam a entristecer brutalmente todos os corações. Enquanto isso, no Oriente Médio, batalhas que nunca acabam seguiam repetindo o sacrifício de centenas de existências e o desmantelamento de copiosos edifícios, ruas e tantos bens construídos por homens de todos os tempos. Em nações sul-americanas o panorama social está também eivado de violências, acontecendo inclusive no nosso Brasil, onde o desamor tomou conta da consciência de grossas camadas de seres, de ambos os sexos, entre os quais jovens, autores inveterados de selvagerias físicas que vão desde seqüestros, assassinatos, agressões e roubos contra homens e mulheres a estupros e eliminações de crianças das primeiras idades. As notícias estão aí relatando atrocidades existentes na Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia e outras nações circunvizinhas, nas quais as populações reagem desajuizadas às situações que se lhes apresentam. Conclusão explícita: já não temos na fisionomia da terra a civilização do amor, dentro da qual “as pessoas têm de ser olhadas pelo que são e não pelo que têm, sabem o que desejam e porque desejam, dão cordialmente a mão para todos, ninguém deixa de cumprimentar ninguém e o perdão não é só uma palavra, pois faz parte da vida de todos”, conforme pregam as assembléias dos homens de boa vontade que se vão realizando por aí e para os quais resulta uma tarefa indeclinável: o dever de reconstruírem essa civilização, antes que se destrua o mundo. E, incontestavelmente, a grande obra se chama tão-somente educar para a solidariedade e a fraternidade, requisitos exigidos ostensivamente pela citada civilização. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). Erros de digitação: no adendo da matéria anterior, onde se digitou “lenda” corrija-se para Landa e “efetivas” para afetivas.

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