“Nós temos a esperança de que ainda vá haver um desfile de Carnaval no ano que vemâ€, diz Francisco Carlos Saes, presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Tradição da Zona Leste.
Para sensibilizar a população e também as empresas - possíveis patrocinadoras - em torno dessa idéia, a escola vai desfilar no dia 28, a partir das 20h30, na Avenida Marcos de Paula Rafael, no Núcleo Mary Dota.
Vai ser a terceira vez que a Tradição, vice-campeã do Carnaval oficial em 2001, vai para a avenida este ano, que não contou com um desfile oficial no Sambódromo. Na terça-feira de Carnaval, a escola levou 10 mil pessoas para ver seu desfile no Mary Dota. Logo após a Páscoa, a Tradição repetiu a dose no mesmo local. A escola também se apresentou em São Manuel com grande sucesso.
Fundada há 13 anos, no dia 28 a escola vai desfilar completa, com todos os integrantes e três carros alegóricos o enredo “Início da Primaveraâ€, que celebra a entrada da estação do ano. â€œÉ uma maneira de já ir se movimentando para o ano que vem. Como a Prefeitura não vai dar verbas para o desfile em 2003, estamos tentando buscar apoio com as empresas para que o Carnaval de Bauru não morra. Temos uma história que não pode ser apagadaâ€, diz Saes.
No início de agosto, numa reunião com a Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Bauru (Lesec), a Prefeitura Municipal de Bauru, através do chefe de gabinete Antonio Sérgio Marsola e do secretário de Cultura Sérgio Losnak, reafirmou a posição tomada em abril, no primeiro encontro, de não destinar verbas para o Carnaval do ano que vem, apesar se comprometer em fornecer a infra-estrutura necessária para a realização do desfile das escolas.
Mas segundo o presidente, sem o apoio total da administração pública - ou seja um verba diretamente para as escolas - não há como as agremiações fazerem um desfile completo. “Embora as gente não pare de trabalhar durante o ano, fazendo fantasias e desfilando em outras oportunidades, não é fácil colocar a escola na rua sem apoioâ€, afirma.
Para Saes, sem o desfile, a cidade perde não só o brilho do seu Carnaval mas também faz com que o comércio e o turismo deixem de ganhar com a festa. “Cada vez que desfilamos, levamos um monte de ambulantes e pequenos comerciantes para a avenida também e eles ganham com isso. Todos ganhamâ€, explica.
A expectativa da escola é de levar para a Marcos de Paula Rafael até 10 mil pessoas.