Cultura

Tradição vai para a avenida

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

“Nós temos a esperança de que ainda vá haver um desfile de Carnaval no ano que vem”, diz Francisco Carlos Saes, presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Tradição da Zona Leste.

Para sensibilizar a população e também as empresas - possíveis patrocinadoras - em torno dessa idéia, a escola vai desfilar no dia 28, a partir das 20h30, na Avenida Marcos de Paula Rafael, no Núcleo Mary Dota.

Vai ser a terceira vez que a Tradição, vice-campeã do Carnaval oficial em 2001, vai para a avenida este ano, que não contou com um desfile oficial no Sambódromo. Na terça-feira de Carnaval, a escola levou 10 mil pessoas para ver seu desfile no Mary Dota. Logo após a Páscoa, a Tradição repetiu a dose no mesmo local. A escola também se apresentou em São Manuel com grande sucesso.

Fundada há 13 anos, no dia 28 a escola vai desfilar completa, com todos os integrantes e três carros alegóricos o enredo “Início da Primavera”, que celebra a entrada da estação do ano. â€œÉ uma maneira de já ir se movimentando para o ano que vem. Como a Prefeitura não vai dar verbas para o desfile em 2003, estamos tentando buscar apoio com as empresas para que o Carnaval de Bauru não morra. Temos uma história que não pode ser apagada”, diz Saes.

No início de agosto, numa reunião com a Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Bauru (Lesec), a Prefeitura Municipal de Bauru, através do chefe de gabinete Antonio Sérgio Marsola e do secretário de Cultura Sérgio Losnak, reafirmou a posição tomada em abril, no primeiro encontro, de não destinar verbas para o Carnaval do ano que vem, apesar se comprometer em fornecer a infra-estrutura necessária para a realização do desfile das escolas.

Mas segundo o presidente, sem o apoio total da administração pública - ou seja um verba diretamente para as escolas - não há como as agremiações fazerem um desfile completo. “Embora as gente não pare de trabalhar durante o ano, fazendo fantasias e desfilando em outras oportunidades, não é fácil colocar a escola na rua sem apoio”, afirma.

Para Saes, sem o desfile, a cidade perde não só o brilho do seu Carnaval mas também faz com que o comércio e o turismo deixem de ganhar com a festa. “Cada vez que desfilamos, levamos um monte de ambulantes e pequenos comerciantes para a avenida também e eles ganham com isso. Todos ganham”, explica.

A expectativa da escola é de levar para a Marcos de Paula Rafael até 10 mil pessoas.

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