A região de Bauru vai receber um dos 15 pólos de desenvolvimento tecnológico dos Agronegócios do Estado até o fim deste ano. A informação foi dada pelo deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), após solicitação feita ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). Os pólos estão sendo implantados através da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), com sede na Capital.
A Apta foi criada pelo Estado com a finalidade de estabelecer pólos regionais de tecnologia visando gerar, adaptar e difundir o conhecimento dos agronegócios para o desenvolvimento sustentável desse segmento da economia paulista. “A Apta está criando os pólos para atuar no foco dos problemas das cadeias de produção locais. A nova organização, descentralizada, otimiza o uso dos recursos públicosâ€, cita Tobias.
Na opinião do deputado, a articulação da pesquisa torna possível identificar e eliminar os pontos de estrangulamento que amarram o desenvolvimento regional. “A criação dos escritórios regionais permite ao Estado dar um salto qualitativo na organização da pesquisa. A organização regional desse trabalho gera uma fonte irradiadora da base técnica e do conhecimento para a necessidade local. Bauru e região ganharão muito com issoâ€, ressalta.
A Apta trabalha com 675 pesquisdores, dos quais 578 são pós-graduados. A agência tem ainda 64 unidades experimentais regionais e 43 laboratórios de pesquisa.
Perfil do pólo regional
O pólo de desenvolvimento da região central do Estado é o maior em extensão, correspondendo a 9,23% do total. Ele é formado por 53 municípios ao redor de Bauru, Marília e Jaú, abrangendo uma área de 2.137.200 hectares. As maiores áreas estão concentradas em Marília e Brotas, equivalentes a 10,37% do total da área do pólo.
A população do pólo foi estimada em 1,3 milhão de pessoas no ano 2000. Somente 7,41% habitavam a zona rural naquele ano. A taxa de crescimento da população na região apresentou índices decrescentes. A melhora qualidade de vida do pólo foi registrada em Bocaina, segundo o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), sendo a 37ª. posição no Estado.
O valor da produção agropecuária do pólo central, considerando-se os 46 principais produtos do Estado, foi de R$ 1,5 milhões em 2001. A Apta considera como principais produtos na região a cana-de-açúcar e a carne bovina, que respondem, em conjunto, por 64,32% do valor total da produção agropecuária do pólo.
O total do Produto Interno Bruto (PIB) era de US$ 7,9 bilhões em 2000, o que representava o quarto maior índice entre todos os 15 pólos regionais. Bauru tem a maior contribuição para o PIB do pólo com 26,35%. Marília apresentou 14,51% do total do PIB regional.
O grupo dos produtos vegetais destinado à indústria (borracha, café, cana-de-açúcar, goiaba, laranja, mandioca e tomate) representou 51,90% do valor da produção agropecuária do pólo, atingindo R$ 785,00, 9 milhões na época. O grupo dos produtos animais (carne bovina, suína e de frango, leite B, leite C e ovos de galinha) participou com 36,74% do valor da produção do pólo, equivalendo a R$ 556,3 milhões em 2001.
O grupo das frutas frescas (abacate, abacaxi, banana, goiaba de mesa, laranja de mesa, limão, manga, maracujá, melancia, pêssego de mesa, tangerina e uva fina de mesa) participou com 7,52% do valor global da produção, correspondendo a R$ 113,9 milhões segundo os dados da Apta. O grupo dos grãos e fibras (algodão em caroço, amendoim em casca, arroz em casca, feijão, milho, soja e sorgo) participou de 2,83% do total do pólo, com R$ 42,9 milhões.
O presidente estadual da Apta, agrônomo José Sidnei Gonçalves, destaca que os pólos vão caminhar para a formação do Plano Diretor Regional em agronegócios. “O plano terá a cara e as características e potencialidades agropecuárias da região. A partir disso vamos atuar na amplificação da ação do Estado visando transformar a realidade regional do agronegócios. Trata-se de uma ação pró-ativa do Estadoâ€, conta Sidnei.
O programa vai priorizar a análise das cadeias de produção, os mercados, as vantagens comparativas da região, a produtividade, qualidade e multidisciplinaridade regional. “O território paulista deve ser encarado como um mosaico de oportunidades e de experiências. Em cada região existem ações regionais típicas que exigem a presença do pesquisador com o suporte dos centro de pesquisaâ€, informa. A fazenda experimental do pólo regional está situada em Jaú.