Regional

Marília vai demolir 'José Bonifácio'

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - A implosão do viaduto José Bonifácio, que interliga as ruas 4 de Abril e Sampaio Vidal com a Nelson Spielmann, no Centro de Marília, está marcada para o próximo dia 29, um domingo, às 11h. O serviço estará a cargo da Este-reestrutura Engenharia, a empresa vencedora da licitação.

Considerada uma das maiores operações do tipo já feitas no País, a implosão do viaduto exigirá o emprego de 255 quilos de explosivos para colocar no chão a estruturas de concreto e aço.

A Este-reestrutura é uma empresa que já esteve à frente de outras grandes obras com o emprego de explosivos, como no Palace 2 no Rio de Janeiro e no viaduto Cruzeiro do Sul, em setembro de 2000 na rodovia Castelo Branco.

O diretor da empresa, Lenivaldo Aguiar dos Santos e os engenheiros responsáveis pela obra, José Virgílio Mazza Batista e Marcelo Timoti Luiz, explicaram em entrevista coletiva esta semana, os procedimentos para a operação, que envolverá normas rigorosas de segurança.

No dia a implosão, um raio aproximado de 500 metros do viaduto deverá ser evacuado por medidas de segurança. Os moradores serão orientados a não ficarem no interior das casas.

Por medidas de segurança, além dos 50 técnicos da companhia haverá uma megaoperação envolvendo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, CPFL, Daem e Ferroban.

O secretário de Obras do município, José Luiz Dátilo, responsável pela coordenação da obra de demolição do viaduto José Bonifácio, informou que a medida é uma das etapas mais importantes para o programa de revitalização da região central.

Segundo o secretário, por causa de supostas incorreções na construção e planejamento do viaduto, o pavimento já vinha apresentando rachaduras o que em um futuro próximo poderia colocar em risco o sua utilização.

Após a demolição do viaduto, a área compreendida entre o Espaço Cultural e a passarela em frente ao prédio da Antarctica poderá ser destinada a projetos de lazer, como praças por exemplo.

Inaugurado em 1976, o viaduto era utilizado como passagem entre os dois lados da cidade cortados pelos trilhos da ferrovia. Com a decadência do sistema ferroviário, o viaduto passou a ser um obstáculo para a região central.

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