Saúde

Materiais imitam natureza do dente

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

De acordo com o cirurgião-dentista Jonas Rosa Cardoso, uma das principais tendências da odontologia moderna é eliminar o metal dos procedimentos realizados na boca. As restaurações feitas com amálgama (obturações de cor prateada), próteses com base metálica e dentes de ouro estão sendo progressivamente substituídos por materiais cada vez mais parecidos com o dente natural.

As resinas, por exemplo, são usadas no Brasil há mais de 10 anos. Elas surgiram como alternativa para o amálgama - a massinha prateada das obturações. A única desvantagem que este produto apresenta é na resistência. Enquanto uma restauração de amálgama pode durar entre 10 e 20 anos, o procedimento usando resina tem vida útil estimada entre 3 e 10 anos.

Em contrapartida, a resina apresenta uma vantagem que compensa essa menor resistência: o desgaste do dente para sua colocação é bem menor que o necessário para uso de amálgama, segundo Cardoso.

“O amálgama é preso no dente mecanicamente, ou seja, além de tirar a cárie, você faz uma cavidade em formato de pirâmide para reter a massa e desgasta uma parte sadia do dente. Já a resina é ‘colada’ ao dente. Você não precisa de um preparo cavitário, só precisa abrir aquele pontinho de cárie”, explica.

Usando a broca, o dentista remove a parte estragada do dente. Em seguida, aplica ácido fólico para criar uma leve porosidade e ele aplica o agente de união, que é uma resina líquida semelhante às colas instantâneas. Por fim, ele aplica a resina e incide uma luz azul sobre o dente, que seca a restauração em poucos segundos.

Este material é vendido em pequenos tubos e está disponível em diversos tons de amarelo. Isso permite ao profissional tornar o procedimento quase imperceptível, mantendo a aparência natural e saudável dos dentes.

Segundo o dentista, as resinas podem ser usadas tanto em procedimentos pequenos, como em situações em que a destruição do dente é grande. Nestes casos, porém, para conseguir imitar a anatomia dentária, a restauração é feita fora da boca do paciente e cimentada como uma coroa parcial. As técnicas são chamadas de “in-lay” e “on-lay”.

O profissional promove a retirada da cárie e limpa o dente. Em seguida, usa massas especiais para fazer um molde do dente danificado e encaminha para um laboratório de próteses. A resina será usada para formar uma peça que se ajuste perfeitamente à cavidade e, do lado externo, mantenha os sulcos e formado original do dente. Usando o agente de união, a peça é “colada”.

Porcelana

Outro material usado há muito tempo para garantir estética aos procedimentos odontológicos é a porcelana, que imita com perfeição a cor, brilho e translucidez dos dentes naturais. Ela pode ser usada em várias situações, que vão desde a confecção de próteses até a correção de pequenas imperfeições.

“Você pode usar facetas de porcelana diretamente sobre o dente. É uma opção, por exemplo, quando há um dente mais escuro que os outros, o que pode acontecer após um tratamento de canal ou por ação medicamentosa. Você desgasta uma parte do esmalte e cimenta a faceta, como uma unha postiça”, descreve Camargo.

Outra situação é quando o dente é menor que os demais, deixa espaços exagerados (diastemas) ou está desalinhado. A faceta pode aumentá-lo e adequá-lo à arcada, segundo o dentista.

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