Ser

Eles sabem contar o tempo

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

É preciso saber envelhecer. Entender que esse é o processo da vida de qualquer ser humano e portanto, aceitar o ciclo que se inicia ao nascer. Anália Pietroforte Agnelli, 59 anos, Sérgio Eberle, 62 anos, e Neuza Maria Gallucci Toloi, 58 anos, sabem contar o tempo e tiram de letra o fato de pertencerem ao grupo da terceira idade.

Para eles, todos os momentos devem ser vividos com intensidade e os problemas devem ser enfrentados de forma madura, com o objetivo de resolvê-los e não apenas sofrê-los. Eles são verdadeiros exemplos de vida e do que se propõe o objetivo disso: aprimorar o seu eu e não perder o elo entre si mesmo e seus valores internos.

Todos têm suas vaidades e gostam quando ouvem um elogio dizendo que aparentam ser mais novos do que realmente são. Mas eles não colocam a aparência física em primeiro lugar em suas vidas. Vaidade sim, eles têm, mas para eles, o mais importante é ser feliz, sentir-se bem e estarem ativos.

Os três, que afirmam nunca terem mentido a idade, fazem cursos, atividades físicas e sempre estão em contato com outras pessoas para reciclar os conhecimentos.

Neuza conta que não mente a idade porque prefere ouvir uma exclamação de surpresa quando revela sua idade. â€œÉ mais gostoso ouvir: nossa, você tem tudo isso? Não parece”, diz. Anália também nunca mentiu e sente-se lisonjeada quando duvidam de sua idade. Sérgio, que tem 62 anos, diz que aparenta ter 61 e meio, mas isso já é agradável, pois seis meses é muito tempo para quem curte cada instante da vida.

Anália tem duas filhas e diz que procura não se aborrecer, entender os contratempos e encarar a vida com muita leveza. É assim que com 59 anos, ela demonstra uma vitalidade, energia, disposição e aparência de 45.

Neuza, que sempre ouve das pessoas que é “bem conservada”, faz teatro, coral, hidroginástica, caminhada, natação e usa cremes anti-rugas. É dessa forma que ela, mesmo com 58 anos, consegue transmitir a alegria de uma pessoa de 44.

Ter atividades, ocupar o tempo com trabalhos diários são conselhos de Sérgio para manter a jovialidade. Estar em contato com os jovens também faz parte de sua rotina. Vaidoso e com 62 anos, ele faz caminhadas, ginástica e alongamento e mostra uma desenvoltura de um moço de apenas 48 anos.

Esses exemplos mostram como o mais importante, realmente é o bem-estar consigo mesmo, ser feliz. A jovialidade dos três entrevistados prova que a aparência não é tudo. Nenhum deles fez alguma plástica ou outro tratamento radical, mas estão em sintonia com o seu eu, sendo felizes com a vida que possuem e encarando o passar dos anos da forma mais natural possível, sem medo e sem preconceitos.

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