Tribuna do Leitor

Suicídio: um mau negócio


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Quando as coisas fluem bem a nosso favor, nem que o mundo esteja de cara feia, tudo à nossa volta parece sorrir. As dores de nossos semelhantes mais parecem manhas ou fantasias do que realidade. Entretanto, os equívocos humanos são tão numerosos que fogem à cooperação mesmo do sábio, do monge ou do velho experiente, e fazem as vítimas do suicídio. Parece paradoxo pensar em matar-se. Também, paradoxalmente, isso parece fazer sentido diante das nossas fraquezas, ou das nossas invigilâncias. O problema de cada pessoa é sempre grande para ela, porque há “forças” interessadas em manter o problema sempre ativado e até aumentado.

Os seguidores da Doutrina Espírita valorizam a vida tanto quanto os demais praticantes de outras religiões. Entretanto, dissertam com mais propriedade, assim me parece, sobre o sofrimento do nosso Ser Vivo (Alma), já do outro lado da Vida, quando há a auto-expulsão, ou seja, o suicídio.

Diz a literatura espírita do susto inominável que leva o suicida quando percebe que seus problemas não cessaram. Muito pelo contrário, há agravantes como “ter deixado, aqui no plano físico, entes queridos em total angústia e desarmonias gerais na família e até na comunidade”. Diz, ainda, que o suicida, sob intenso sofrimento, se depara com os mesmos problemas, só que sem o “abafador” de sensações que é o corpo físico. Os traumas e remorsos são mais intensos e muito mais constrangedores. Se tais problemas no corpo era ruim, sem ele fica muito pior.

Não me foi difícil aprender com a Doutrina Espírita Cristã, que os sofrimentos causticantes de nossos irmãos suicidas, só se amenizam nos momentos de nossas lembranças através de nossas orações fervorosas. Fora disso, o sofrimento é sempre longo e intenso. (Antonio Ribeiro Corrêa - RG: 4.168.220)

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