Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

IPI

A arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis registrou crescimento real - a preços corrigidos pelo IGP-DI de agosto - no mês passado, de 0,96% em relação ao mesmo mês de 2001 e de 5,3% em relação a julho. O valor arrecadado passou de R$ 185,9 milhões para R$ 195,7 milhões.

Crescimento

Até julho, a arrecadação desse imposto vinha apresentando quedas consecutivas, devido à retração das vendas do setor. O secretário adjunto da Receita Federal, Jorge Rachid, atribuiu o crescimento verificado em agosto ao resultado da mudança na legislação do IPI incidente sobre o setor automotivo.

Arrecadação

Segundo Rachid, apesar das vendas ainda estarem baixas, houve aumento de arrecadação porque as indústrias do setor voltaram uma parte maior da sua produção para carros de maior porte, elevando também as vendas desse segmento e as exportações.

Exportações

E falando em comércio exterior, o crescimento de 24,8% das exportações na segunda semana de setembro, na comparação com a primeira semana do mês, deveu-se à ampliação das vendas de todas as categorias de produtos, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Básicos

As vendas de produtos básicos cresceram 41,9% no período, influenciadas pelas exportações de soja em grão, farelo de soja, minério de ferro, carnes de frango, bovina e suína, petróleo em estado bruto e fumo em folhas. As exportações de manufaturados aumentaram em 17%. As vendas de semimanufaturados cresceram 14,4%, influenciadas pelas exportações de açúcar bruto, óleo de soja em bruto e ferro fundido.

Importações

Com relação às importações, os dados do ministério mostram que o crescimento foi motivado, sobretudo, pelos maiores gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, adubos e fertilizantes, instrumentos de ótica e precisão e plásticos e obras.

Novo

O lançamento de um novo produto destinado a profissionais liberais e trabalhadores da economia informal, o chamado VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), impulsionou o crescimento dos fundos de Previdência em meio à crise do setor. Do total captado no ano por esses fundos, 49,3% foram aplicados nos VGBLs.

Resgate

O VGBL é um modelo de seguro de vida resgatável ao final de um determinado prazo. Trata-se de um produto muito semelhante a um fundo para acumulação de renda para aposentadoria. Assim como no PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), principal produto de Previdência Privada do mercado, o investidor aplica mensalmente uma determinada quantia que vai para um fundo.

Sem garantia

Contudo, não há garantia de rentabilidade. No final da contratação, pode-se resgatar o acumulado e comprar uma renda para complementar a aposentadoria. A diferença entre os dois é apenas fiscal. No PGBL, pode-se abater o total aplicado da renda bruta anual, dentro do limite de 12%. Já no VGBL, na hora do resgate ou recebimento da aposentadoria o abatimento é sobre os rendimentos da aplicação, e não sobre o capital total acumulado.

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