Uma pescaria noturna no rio Batalha terminou em tragédia anteontem, depois que o garçom Itamar Golveia da Silva, 28 anos, desapareceu após um mergulho. Posteriormente, seu corpo foi encontrado já sem vida, vítima de afogamento.
No domingo, por volta das 20h, Itamar e mais três amigos seguiram até o rio para fisgar peixes. No local, Antonio Caldas Carvalho, um dos acompanhantes, presenciou a vítima jogando uma peneira na água e na seqüência pulando no Batalha.
Passado algum tempo, o companheiro de pesca perdeu o amigo garçom de vista e avisou os outros dois colegas, João Batista Peluco e Maurício Marques Moura, sobre o desaparecimento. Juntos, os três passaram a procurá-lo, em vão.
Como as buscas não surtiram efeito, as testemunhas retornaram à casa da vítima, de onde tinham partido para o programa. Lá, comunicaram a esposa de Itamar sobre o provável acidente.
A mulher, Michele Marques de Moura, solicitou a presença de policiais, que foram até o rio Batalha e reiniciaram a procura. Com o auxílio dos amigos do garçom, os policiais passaram a verificar o leito do rio, seguindo o sentido da correnteza.
Durante o trabalho, a 30 metros de onde a busca foi iniciada, sob a ponte do rio Batalha, na Rodovia Bauru-Piratininga, Maurício localizou o corpo de Itamar, imerso. A presença da Polícia Técnica foi solicitada.
Cuidados
Com o afogamento registrado neste final de semana, sobe para quatro o número de mortes decorrentes de acidentes desta natureza, neste ano. A informação é do sargento do Corpo de Bombeiros Gliceu Grossi.
De acordo com ele, se as pessoas que gostam de se refrescar em rios ou piscinas não se atentarem para os critérios de segurança, o número de vítimas pode crescer em 2002, já que casos de afogamento normalmente são registrados a partir da primavera, quando a temperatura sobe. A lagoa da Quinta da Bela Olinda é recordista de afogamentos na cidade.
“Diversas razões podem provocar imprevistos na água, como cãibra, mal-estar súbito, hipotermia etc, que imobilizam o nadador. Banhistas e principalmente pescadores não podem cometer negligênciasâ€, alerta.
Na opinião de Grossi, os pescadores procuram lugares fundos, onde a correnteza não é agressiva, para pegar peixes. “Locais com estas características são perigosos, principalmente se a pessoa ingeriu alimentos pesados ou bebeu muito antesâ€, explica o sargento.
Para evitar congestões e outros problemas derivados da falta de circulação, os banhistas devem fugir de brincadeiras nas margens de rios após o almoço e não esquecer de usar colete salva-vidas.
Uma outra ponderação de Grossi diz respeito ao resgate de vítimas. Para socorrer alguém o adequado é jogar a vara de pesca para que a pessoa se apoie e seja puxada até a margem. Outros objetos como manga de casacos, pedaços de madeira, pneus e até garrafa plástica de refrigerante podem ser usados com a mesma finalidade.
“Nadar até a pessoa que está se afogando é a última coisa a ser feita, já que ela pode afundar aquele que a ajudaâ€, conclui o sargento.