Economia & Negócios

Bauru terá 240 moradias populares

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Está previsto para a segunda quinzena de outubro deste ano o início das obras do programa Empreitada Global, conjunto habitacional vertical com 240 apartamentos. A informação é do gerente regional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Élio Busch.

Segundo ele, uma construtora de Bauru ganhou a licitação e o projeto está em fase final de acerto de documentação. O valor do empreendimento não foi revelado.

O programa é voltado a famílias com renda mensal entre um e dez salários mínimos e foi aprovado pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), o objetivo desse e de outros programas já previstos para Bauru é diminuir o déficit habitacional na cidade.

“Bauru é uma das cidades do estado de São Paulo que mais sofre com a falta de moradias populares. Esse programa vai de encontro à necessidade de sanar essa deficiência. Além disso, é baseado no moderno conceito de moradia vertical”, observa o deputado. Os apartamentos serão construídos na área do Distrito Industrial 3, próximo à saída para Marília.

De acordo com Busch, além desse programa já está em fase de licitação o projeto Empreitada Integral, que consiste em quatro conjuntos habitacionais com um total de 640 apartamentos. Por último, dentro desse mesmo programa está prevista a construção de mais dois conjuntos, com 320 unidades térreas.

Empregos

“Ao todo, são 1.200 unidades habitacionais populares previstas para Bauru, entre esses sete programas. Com as obras, estaremos gerando, mensalmente, 1.200 empregos diretos e 3 mil indiretos na cidade. Os programas do Empreitada Integral estão em fase de licitação. Por isso, ainda não é possível falar em previsão para o início das obras”, diz Busch.

Segundo ele, após a licitação corre um período de 60 dias durante o qual a CDHU faz a vistoria e a aprovação (ou não) dos terrenos onde as obras serão realizadas. Até o momento, ainda não foram definidos os locais em que os conjuntos do programa Empreitada Integral serão edificados.

“O que se pode afirmar, de imediato, é que os seis conjuntos habitacionais do Empreitada Integral serão construídos. Contudo, ainda é cedo para falar em datas, porque a CDHU tem que ver se aceitará o terreno proposto pelas construtoras vencedoras de cada licitação”, acrescenta Busch.

O deputado Pedro Tobias diz que, entre os sete conjuntos habitacionais dos três programas, o valor total dos investimentos por parte do Governo Estadual será em torno de R$ 21 milhões.

Terrenos

O gerente regional da CDHU diz que, por ter passado por várias fases difíceis, a prefeitura não tinha condições de oferecer terrenos para a construção das unidades. Por isso, a própria companhia teria doado um deles e, o restante, será adquirido e disponibilizado pelas construtoras, que também serão responsáveis pelo parcelamento e urbanização do solo, pela edificação das moradias e regularização dos imóveis.

A secretária de Planejamento da prefeitura, Maria Helena Rigitano, afirma que não foi consultada pela CDHU sobre a oferta de terrenos. “Talvez isso tenha ocorrido pelo fato de a companhia já saber que, no momento, a prefeitura não possui áreas públicas para oferecer”, observa.

De acordo com Busch, o programa Empreitada Integral só é oferecido para cidades com mais de 150 mil habitantes. O deputado Pedro Tobias destaca que todos os programas habitacionais do Governo do Estado destinam 7% das moradias a famílias que tenham algum membro portador de deficiência, outros 5% para idosos e mais 4% para policiais civis e militares.

No final da semana passada, Prefeitura Municipal de Bauru, Caixa Econômica Federal (CEF) e Companhia Habitacional de Bauru (Cohab) anunciaram o lançamento do programa “Teto para Todos”, que pretende fazer um levantamento sobre o déficit habitacional na cidade e direcionar as famílias inscritas para programas habitacionais já oferecidos pela Caixa.

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