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Basquete: Seleção feminina abre segunda fase

Por Da Redação | Com Agência Folha
| Tempo de leitura: 3 min

Suzhou - Depois de terminar invicto a primeira fase do Mundial de Basquete Feminino, que está sendo dipsutado na China, o Brasil estréia hoje na segunda fase contra a Argentina, às 8h30 (de Brasília). A ESPN-Brasil transmite o jogo ao vivo.

As argentinas ficaram em terceiro lugar no grupo A com uma vitória sobre o Japão e duas derrotas, para Austrália e Espanha. Brasil e Argentina se enfrentaram apenas uma vez na história dos Mundiais e as brasileiras venceram por 40 a 36, no Chile, em 1953.

Na fase de preparação para o Mundial, em agosto, as duas seleções disputaram três jogos-desafio e as brasileiras ganharam todos. “Nossa expectativa é fazer uma boa partida e conseguir a vitória que nos deixará praticamente com a vaga nas quartas-de-final. A equipe está subindo de produção a cada jogo e ganhando mais entrosamento e conjunto”, disse a armadora Adrianinha.

A ala Silvinha tem a difícil missão de cobrir a vaga deixada por Helen, contundida. “Substituir a Helen é muito difícil porque é uma grande jogadora. Mas vou entrar tranqüila procurando fazer o meu jogo e ajudar a equipe na conquista de mais um resultado positivo. Temos que respeitar a Argentina mas impor nosso ritmo desde o início”, explicou Silvinha.

Pelo lado argentino, o técnico Eduardo Pinto sabe das condições de sua equipe. “Conseguimos nosso objetivo inicial que era a classificação para a segunda fase. Agora enfrentaremos adversários superiores. Vai ser difícil vencê-los, em especial ao Brasil, uma das três melhores equipes do mundo”, comentou o treinador.

A Seleção Barsileira tem um problema sério para esta e as duas próximas partidas, contra Espanha e Austrália. A armadora Helen está fora da segunda fase do Mundial da China e pode voltar só a partir das quartas-de-final do torneio. A atleta sentiu uma lesão na panturrilha direita no primeiro tempo da partida contra a Iugoslávia, a última da seleção na primeira fase.

“Após fazermos dois exames (ultra-som e ressonância magnética), não foi constatada nenhuma lesão muscular. Daqui a quatro dias vamos fazer nova avaliação”, afirmou Ana Maria Visconti, médica da delegação brasileira.

Helen está fazendo um tratamento intensivo de fisioterapia e tem esperança de retornar à equipe na semana que vem. “Estou mais tranqüila porque sei que não foi grave. O importante é continuar o tratamento. Estou consciente de que só vai depender de mim a recuperação. Quero voltar a jogar no Mundial”, disse a atleta, que defendeu o Washington na última temporada da WNBA, liga dos EUA.

Por outro lado, o Brasil conta com a estrela Janeth, destaque em dois itens de estatísticas após o encerramento da primeira fase do Mundial da China. Janeth é a terceira maior cestinha e a maior recuperadora de bolas.

A jogadora do Houston Comets, da WNBA, marcou até aqui 59 pontos nos três primeiros jogos da competição - média de 19,8 pontos por jogo. Ela só é superada pela senegalesa Awa Gueye (64) e pela australiana Lauren Jackson (63). A segunda cestinha brasileira na competição até aqui é Alessandra. Com 43 pontos, a pivô é a 16ª maior pontuadora do Mundial.

O badalado time norte-americano, favorito ao título mundial, não tem cestinhas entre as cinco maiores pontuadoras do torneio. A ala Sheryl Swoopes é a sétima com 49 pontos e a pivô Lisa Leslie é a 11ª com 46.

Já no quesito bolas roubadas Janeth é a primeira do ranking. A ala campeã mundial com a Seleção Brasileira em 1994 roubou 11 bolas nas vitórias contra China, Senegal e Iugoslávia. A segunda colocada é a australiana Penelope Taylor, com dez.

Nos rebotes, a líder é a pivô russa Elena Baranova, com 29. As brasileiras Alessandra e Kelly aparecem em 10º e 14º lugares, com 21 e 19 rebotes, respectivamente.

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