Política

Tuga pretende articular a margem esquerda do Tiet

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Chegou a hora de mudar o eixo do desenvolvimento do Estado para a margem esquerda do rio Tietê. A proposta é do candidato à Assembléia Legislativa Tuga Angerami (PSB).

Ele costuma comparar a margem direita e a esquerda do rio - que divide o Estado ao meio de Leste a Oeste - quando o assunto é desenvolvimento econômico e geração de tecnologia de ponta.

“O que fica claro é que o eixo das rodovias Washington Luís e Anhanguera, do lado direito do Tietê, explodiu do ponto de vista do desenvolvimento econômico e social”, avalia.

Angerami diz que essa região se desenvolveu através do fomento ao agronegócio. “Além de gerar riqueza e renda, o agronegócio atrai investimentos industriais, capital financeiro e geração de tecnologia de ponta”, opina.

O socialista acha que fica patente as diferenças quando se compara o eixo das rodovias Marechal Rondon (margem direita do rio Tietê) com a Washington Luís e Anhanguera.

“Nós perdemos essa corrida para o desenvolvimento regional. Não podemos ser espontaneísta a ponto de achar que vai chegar a nossa hora. A banda vai passar várias vezes e não vai acontecer aquilo que nós queremos, que é o desenvolvimento da nossa região”, alerta.

O candidato prega a deliberação de um plano de desenvolvimento regional. “Isso implica em metodologia desenvolvida para a pesquisa de vocação regional, implica em articulação política entre governos do Estado, federal e municipal”, explica.

Além das articulações já citadas, Angerami aponta a importância do interesse do capital financeiro e o envolvimento do setor sindical e educacional através das escolas técnicas que preparam mão-de-obra especializada.

Comando

Pólo regional da área central do Estado, Bauru, na opinião do socialista, poderá capitanear o desenvolvimento do seu entorno.

“Para isso, os deputados estaduais e federais que se elegerem por Bauru e região vão ter um papel muito grande em iniciar esse processo de articulação. Eu tenho essa disposição”, afirma.

Na avaliação dele, repete-se muito que o município tem vocação terciária, ou seja, voltada para o comércio e prestação de serviços.

“Historicamente é isso até por causa dos entroncamentos das ferrovias e das rodovias. Mas não podemos deixar de reconhecer que a geração de riquezas se faz com o agronegócio e com a produção industrial”, destaca.

Para Angerami, é preciso rever essa idéia de que a vocação de Bauru é única e exclusivamente terciária. “O fortalecimento do comércio e do setor de serviços depende, a meu ver, de um plano de desenvolvimento industrial. Minha disposição é me envolver com isso”, conta.

Professor universitário, o candidato planeja buscar o apoio de institutos de pesquisa, de universidades, para a formação de um banco de dados. â€œÉ preciso estimular o entrosamento entre o setor público e privado para pensar nesse plano de desenvolvimento regional. Esse é um desafio grande”, prevê.

Ele diz que tem consciência da recessão que o País e o mundo atravessam. “Mas é exatamente em períodos de desaquecimento da economia que se pára e planeja o futuro. Bauru e região tem que entender que é preciso aproveitar esse momento para se programar para um novo surto de desenvolvimento econômico”, sugere.

Mais próximo

Depois de cumprir dois mandatos de deputado federal pelo PSDB, o professor universitário disputou a Prefeitura de Bauru em 2000 e perdeu o Executivo por uma diferença de pouco mais de 1.000 votos para o atual prefeito Nilson Costa (PPS).

Agora, tenta uma vaga na Assembléia Legislativa por entender que a experiência que teve como candidato a prefeito o colocou em contato com problemas do cotidiano da cidade.

“Eu me atualizei e muito a respeito das questões locais. Esse contato fez com que despertasse um desejo muito intenso, que é o de ajudar a resolver esses problemas”, explica.

Dentro desse contexto, Angerami entende que o deputado federal fica distanciado dos problemas do dia-a-dia de sua cidade e municípios da região.

“O federal pensa políticas nacionais. Já o estadual é alguém que pode participar muito mais intensamente no esforço dos prefeitos, dos vereadores, das lideranças comunitárias, sindicais e empresariais”, avalia.

Ele explica que a decisão de disputar a Assembléia Legislativa é a manifestação de um desejo de estar perto de Bauru e região.

“Quero estar muito perto dos problemas e da busca de soluções. Pretendo ser uma ponte privilegiada entre a região e o governo do Estado”, finaliza.

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