Chegou a hora de mudar o eixo do desenvolvimento do Estado para a margem esquerda do rio Tietê. A proposta é do candidato à Assembléia Legislativa Tuga Angerami (PSB).
Ele costuma comparar a margem direita e a esquerda do rio - que divide o Estado ao meio de Leste a Oeste - quando o assunto é desenvolvimento econômico e geração de tecnologia de ponta.
“O que fica claro é que o eixo das rodovias Washington Luís e Anhanguera, do lado direito do Tietê, explodiu do ponto de vista do desenvolvimento econômico e socialâ€, avalia.
Angerami diz que essa região se desenvolveu através do fomento ao agronegócio. “Além de gerar riqueza e renda, o agronegócio atrai investimentos industriais, capital financeiro e geração de tecnologia de pontaâ€, opina.
O socialista acha que fica patente as diferenças quando se compara o eixo das rodovias Marechal Rondon (margem direita do rio Tietê) com a Washington Luís e Anhanguera.
“Nós perdemos essa corrida para o desenvolvimento regional. Não podemos ser espontaneísta a ponto de achar que vai chegar a nossa hora. A banda vai passar várias vezes e não vai acontecer aquilo que nós queremos, que é o desenvolvimento da nossa regiãoâ€, alerta.
O candidato prega a deliberação de um plano de desenvolvimento regional. “Isso implica em metodologia desenvolvida para a pesquisa de vocação regional, implica em articulação política entre governos do Estado, federal e municipalâ€, explica.
Além das articulações já citadas, Angerami aponta a importância do interesse do capital financeiro e o envolvimento do setor sindical e educacional através das escolas técnicas que preparam mão-de-obra especializada.
Comando
Pólo regional da área central do Estado, Bauru, na opinião do socialista, poderá capitanear o desenvolvimento do seu entorno.
“Para isso, os deputados estaduais e federais que se elegerem por Bauru e região vão ter um papel muito grande em iniciar esse processo de articulação. Eu tenho essa disposiçãoâ€, afirma.
Na avaliação dele, repete-se muito que o município tem vocação terciária, ou seja, voltada para o comércio e prestação de serviços.
“Historicamente é isso até por causa dos entroncamentos das ferrovias e das rodovias. Mas não podemos deixar de reconhecer que a geração de riquezas se faz com o agronegócio e com a produção industrialâ€, destaca.
Para Angerami, é preciso rever essa idéia de que a vocação de Bauru é única e exclusivamente terciária. “O fortalecimento do comércio e do setor de serviços depende, a meu ver, de um plano de desenvolvimento industrial. Minha disposição é me envolver com issoâ€, conta.
Professor universitário, o candidato planeja buscar o apoio de institutos de pesquisa, de universidades, para a formação de um banco de dados. â€œÉ preciso estimular o entrosamento entre o setor público e privado para pensar nesse plano de desenvolvimento regional. Esse é um desafio grandeâ€, prevê.
Ele diz que tem consciência da recessão que o País e o mundo atravessam. “Mas é exatamente em períodos de desaquecimento da economia que se pára e planeja o futuro. Bauru e região tem que entender que é preciso aproveitar esse momento para se programar para um novo surto de desenvolvimento econômicoâ€, sugere.
Mais próximo
Depois de cumprir dois mandatos de deputado federal pelo PSDB, o professor universitário disputou a Prefeitura de Bauru em 2000 e perdeu o Executivo por uma diferença de pouco mais de 1.000 votos para o atual prefeito Nilson Costa (PPS).
Agora, tenta uma vaga na Assembléia Legislativa por entender que a experiência que teve como candidato a prefeito o colocou em contato com problemas do cotidiano da cidade.
“Eu me atualizei e muito a respeito das questões locais. Esse contato fez com que despertasse um desejo muito intenso, que é o de ajudar a resolver esses problemasâ€, explica.
Dentro desse contexto, Angerami entende que o deputado federal fica distanciado dos problemas do dia-a-dia de sua cidade e municípios da região.
“O federal pensa políticas nacionais. Já o estadual é alguém que pode participar muito mais intensamente no esforço dos prefeitos, dos vereadores, das lideranças comunitárias, sindicais e empresariaisâ€, avalia.
Ele explica que a decisão de disputar a Assembléia Legislativa é a manifestação de um desejo de estar perto de Bauru e região.
“Quero estar muito perto dos problemas e da busca de soluções. Pretendo ser uma ponte privilegiada entre a região e o governo do Estadoâ€, finaliza.