Bairros

Cussy Jr. x Agenor registra 2º acidente grave numa semana

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Pela segunda vez na semana o cruzamento das ruas Agenor Meira com Cussy Júnior foi palco de um grave acidente de trânsito. Mais uma vez, o condutor que trafegava pela rua Agenor Meira não observou a sinalização. Resultado, mais um motociclista ferido gravemente.

O acidente aconteceu por volta do meio dia, horário em que a movimentação é intensa tanto na rua Cussy Júnior como na Agenor Meira. A moto Titan, placa CWA 9432/Pederneiras, conduzida por Carmo Antonio Maia, seguia pela preferencial, sentido único.

Pela rua Agenor Meira, trafegava a camionhete, F-1000, placa CKB 9102/Bauru, dirigida por Sérgio Nantes Moura. “Eu não observei o sinal. Não queria que isso tivesse acontecido, mas aconteceu, infelizmente”, lamentou o motorista.

Os moradores e comerciantes daquela região da cidade já não agüentam mais. Vivem sobressaltados. “A artesão Elizabete Sampieri, por exemplo, estava passando verniz em uma peça quando ocorreu a colisão entre a camionhete e a moto, no início da tarde de ontem. “Estou tremendo. Perdi o trabalho.”

Ela diz que a vítima ficou gritando de dor com fratura exposta e isso prejudicou a sua concentração. “Não sei quanto tempo vou aguentar. Cada acidente é um susto.”

Roseli Lopes Simão, que também trabalha com artesanato, diz que passa o dia todo ruim, depois de um acidente. “A gente ouve a freada e assusta. Corre para a rua e vê a vítima toda machucada e sofremos junto com ela.”

Os acidentes, segundo ela são constantes, quase que diários. “Os mais graves são menos constantes, mas os leves são diários, fora as freadas que assustam a gente.”

Ela lembra que no acidente de segunda-feira, o motociclista caiu, levantou e foi socorrido pela Unidade Resgate. “Ele parecia bem, mas está em coma na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base.”

Vanessa Sampieri Biojone explica que a rua Agenor Meira foi recapeada e desde que tiraram as “tartarugas” da via os acidentes passaram a ser mais graves e mais constantes.

Ela diz que por várias vezes, os moradores e comerciantes daquela região entraram em contato com a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru. “Já pedimos à Emdurb para colocar semáforo, mas eles não atendem os nossos pedidos.”

A assessoria da Emdurb informou ontem que há dois pedidos de colocação de obstáculos ou semáforo no cruzamento. “O setor técnico já fez um estudo e aguarda uma estatística da Polícia Militar para comprovar o número de acidentes no local.”

Após esse trâmite, a Emdurb deve dar um parecer sobre os pedidos e instalar ou não os obstáculos ou um semáforo.

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