Polícia

Polícia terá plano de carreira, diz Saulo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

As polícias Civil, Militar e Científica do Estado de São Paulo vão ter, pela primeira vez, um plano de carreira. Os estudos já foram concluídos e serão encaminhados para aprovação da Assembléia Legislativa, assim que passar as eleições.

O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, que esteve em Bauru para inauguração da Delegacia da Infância e Juventude (Diju) e do Núcleo de Atendimento Integrado (NAI).

O plano de cargos, discutido democraticamente com 41 entidades, segundo Abreu Filho, deverá tem reflexos imediatos nos salários. “Pela primeira vez há três planos de carreira prontinhos. Isso vai motivar o funcionário”, acredita.

Segundo o secretário, o governo reconhece que os salários pagos aos policiais está aquém do ideal, mas nega que a categoria está sem aumento há oito anos. “Este ano eles tiveram 7% de aumento sobre os 11% do ano passado”, sustenta, apesar dos policiais afirmarem que não receberam reajuste.

Abreu Filho comparou os salários dos soldados desde o início do governo do PSDB. “Quando o Covas assumiu o governo, o soldado ganhava R$ 320,00. Hoje, o mesmo soldado, em início de carreira, ganha R$ 1.200,00. Isto não é aumento?”, questiona.

Durante o seu discurso de inauguração da Diju, o secretário de Segurança Pública convocou a sociedade de Bauru e região a ajudar o governo a resolver o problema do menor infrator. “A sociedade precisa dar estrutura para que esse jovem infrator possa ingressar no mercado de trabalho. Dar opção ao juiz para aplicação da lei. Este adolescente precisa de um empurrão para sair da criminalidade”, explica.

A omissão da sociedade em relação ao menor infrator é criticada por Abreu Filho. “Não dá para fingir que o problema não existe. Vamos deixar a hipocrisia de lado”, pede. Para ele, a sociedade bauruense amadureceu. “Lembro quando eu assumi a Febem (Fundação para o Bem-Estar do Menor). A cidade fez um debate passional, mas o JC fez um debate maduro e a sociedade aceitou a unidade e seus funcionários”, lembra.

Na opinião do secretário, mandar o jovem infrator de Bauru para São Paulo não resolve o problema. “Às raízes dele estão aqui. O pai, a mãe e nós erramos em relação a ele. Queremos mandá-lo para São Paulo e sonhamos que retornará com nível universitário, mas isso não corre”, conta.

Ele afirma que o atendimento na própria cidade é muito melhor para o adolescente. “Agora eles ficam aqui, o que ajuda no resgate da auto-estima. Ficam próximos dos pais e familiares. Neste ano, em Bauru não tivemos nenhum homicídio praticado por menor”, afirma.

As prefeituras têm papel fundamental na ressocialização do menor infrator, na opinião de Abreu Filho. “As prefeituras precisam se integrar e participar. É preciso criar áreas de lazer, esporte e incentivar a cultura. Precisam dar estrutura para que sejam cumpridas as medidas sócio-econômicas”, cobra.

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