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'Nunca tive problemas', diz motorista

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

O motorista de transportadora Edson Roberto Rodrigues de Azevedo, 32 anos, é dono de um Escort XR3 1993 movido à gasolina. Ele conta que já há oito meses vem misturando quantidades maiores de álcool no ato de encher o tanque sem ter posteriores “dores de cabeça” com o automóvel.

Edson afirma que começou adicionando 20% e, percebendo que seu veículo não alterou o comportamento, passou logo para os 50%. “Hoje, só ando com essa porcentagem e só tive de alterar um pouco as rotações da marcha lenta. Eu mesmo a regulei, deixando-o um pouco mais acelerado, e nem precisei ir ao mecânico”, diz ele. E acrescenta: “Nunca tive problemas e conheço pessoas que também fazem e rodam normalmente.”

O motorista argumenta que adotou o “rabo de galo” em razão do alto preço da gasolina e que a prática lhe rendeu benefícios. “Gasto mensalmente R$ 150,00 com combustível. Ocorre que, com o mesmo valor e misturando o álcool, consigo rodar uma quilometragem maior, o que não seria possível se abastecesse apenas com gasolina”, justifica Edson. “Além disso, o carro não perdeu rendimento nem potência”, complementa.

Desta forma, Edson salienta ter desistido de converter seu automóvel à álcool. Segundo ele, no seu caso só para trocar a bomba de combustível seria necessário investir cerca de R$ 1 mil. “Assim não compensa, pois a economia que consigo com a mistura é muito grande”, conclui o motorista.

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