A disfunção erétil ou impotência sexual masculina atinge 50% dos homens com idade entre 40 e 70 anos, ou seja, cerca de 15 milhões de brasileiros. Uma estimativa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que no ano de 2025, portanto daqui a 23 anos, 32 milhões de brasileiros nessa faixa etária estarão sofrendo com a doença, que impede o homem de ter relações sexuais normais. O assunto é tão sério que foi discutido recentemente no 1.º Curso Interativo de Urologia à Distância da SBU, explica o diretor de educação continuada, médico urologista Aguinaldo Nardi.
Segundo ele, profissionais de todo o País puderam discutir a disfunção erétil através do sistema de teleconferência. “O sinal foi recebido em 32 cidades, dentre elas, as principais capitais e algumas do Interior. Ao todo, 847 urologistas acompanharam as aulas e participaram ativamente do processo, fazendo perguntas.â€
De acordo com ele, um estudo feito na região de Santos corroborou com outros estudos mundiais que apontam a incidência de cerca de 50% de homens com disfunção erétil.
“O estudo feito em Santos apontou uma incidência de 53%. Nos Estados Unidos, 52% de um total de 1.290 homens da região de Boston apresentaram disfunção erétil. Na Venezuela, Colômbia e Equador, estudos semelhantes mostraram que, de 1.946 homens, 56% sofrem com o problema.â€
Nardi frisa que, além da idade, o fumo, álcool e a vida sedentária podem colaborar para a impotência sexual masculina. Além das doenças cardiovasculares, o aumento do colesterol, triglicérides e diabetes. “Exercícios diários, alimentação saudável, pobre em gorduras animais e qualidade de vida são itens que devem ser observados pelos homens na faixa etária alvoâ€. A orientação médica é outro conselho dado pelo urologista.
De acordo com ele, estima-se que 15 milhões de brasileiros sofram com disfunção erétil. “O mesmo estudo aponta para 32 milhões no ano de 2025.â€
1.º PTU
O 1.º Programa de Tele-Urologia usou tecnologia de ponta para atingir os profissionais de todo o Brasil. Foram 847 participantes de 32 cidades. Urologistas de Manaus, Tocantins, Ji-Paraná, Bauru, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Santos, São Paulo, Paraná dentre outros, puderam assistir as aulas em forma de programa televisivos.
O diretor de educação continuada da escola superior de urologia da SBU, Aguinaldo Nardi, explica como isso foi possível. “Procuramos um sistema que pudesse atingir o país todo. Queríamos que toda a classe tivesse a oportunidade. Após consultar várias empresas, contratamos a TBR de Bauru para fazer a teleconferência via satélite.â€
O sistema, segundo Willians Balan, da TBR, consistiu em transformar uma programação científica em um roteiro televisivo. “O conjunto de aulas foi transformado em programas educativos para televisão, usando a linguagem de televisão e os recursos da TV. A teleconferência parte de um ponto gerador de sons e imagens. Este sinal é levado para o satélite, que distribui para todo o território nacional ou internacional.â€
As imagens e som foram gerados do Hospital do Câncer de São Paulo para a rede de TV Sesc/Senac, que distribuiu o sinal, via satélite, para os auditórios do Senac de todo o País. O sinal era recebido por uma antena parabólica que levava imagem e som ao telãoâ€.
A interatividade telefônica permitiu que todos participassem através de uma linha 0800. “As perguntas eram feitas para o tele-perguntas e respondidas pelos professores. Todos os participantes ouviam, ao vivo, as perguntas e respostas.â€
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Drogas medicinais
De olho no público-alvo e nas pesquisas científicas, os laboratórios desenvolvem drogas cada vez mais potentes que amenizam o problema da impotência sexual. Para o ano que vem, uma nova droga promete uma ação mais prolongada que o já famoso Viagra.
“O Cialis deverá ser lançado em meados do ano que vem e chega inovando com uma ação de até 36 horas, enquanto que o Viagra tem ação até quatro horasâ€, diz o médico urologista Aguinaldo Nardi.
Outra droga que deverá ser lançada em breve no Brasil é o Vardenafil, medicamento específico para o corpo do pênis. “Atualmente, há no mercado a auto-injeção no pênis. O sistema é o vácuo-terapia, muito utilizado pelos americanos e as próteses. Existe um arsenal terapêutico para o tratamento.â€