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Câncer de próstata: fazer o exame é tabu para os homens

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

O câncer de próstata foi outro assunto discutido no 1.º Programa de Tele-Urologia. Para os médicos, o receio de fazer o exame de toque retal tem afastado o público-alvo dos consultórios e impossibilitado o diagnóstico na fase precoce da doença, quando ela tem chances de ser curada.

Fazer o exame de toque retal é um tabu entre os homens e motivo de brincadeira entre os mais “maduros”. Porém, somente ele, associado a um exame de sangue chamado PSA, é que podem detectar o câncer de próstata.

O câncer de próstata na fase inicial é assintomático e a associação desses dois exames pode garantir a cura, avisa o urologista. “Em 95% dos casos diagnosticados na fase inicial há cura. O exame de toque retal permite ao médico descobrir nódulos na próstata com até dois milímetros.”

De acordo com o urologista, o câncer de próstata é uma doença com alta prevalência, o que preocupa os profissionais da área. “O curso interativo permitiu a troca de informações. Tratamos o câncer de próstata igualmente em todo o País.”

A discussão do assunto, segundo o médico, sedimentou os conceitos. “Não há muitas novidades. A cirurgia continua sendo o tratamento de escolha na fase inicial. A radioterapia tem se tornado um elemento importante, uma vez que em São Paulo, há um centro de radioterapia que faz tratamentos com menos efeitos colaterais. O aparelho emite ondas no exato local, amenizando os efeitos nos tecidos adjacentes à próstata.”

Ele aconselha os homens na faixa etária de 45 a 70 anos a visitarem um urologista, mesmo sem sintomas. “Exceto aqueles que já tenham antecedentes na família. Esses devem procurar o médico a partir dos 40 anos de idade”, alerta.

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