Jaú - Na opinião do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana), Francisco Paulo Brandão, a proibição pode trazer prejuízos para o setor sucroalcooleiro.
“Não tem cabimento que uma região que vive basicamente do corte da cana reclame do carvãozinhoâ€, protestou ele.
Segundo Brandão, esse seria o único inconveniente inerente à cultura canavieira. “A cana só traz coisas boas. O único porém é o carvãozinhoâ€, admitiu.
Apesar da pressão do Ministério Público, Brandão informa que os empresários estão tranqüilos. Ainda mais após a aprovação na Assembléia Legislativa do projeto de lei que amplia de 20 para 30 anos o prazo para o fim das queimadas de cana no Estado de São Paulo.
O projeto foi sancionado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) na última sexta-feira, segundo informação do presidente da Associcana.
A exemplo da lei anterior, a atual também está sendo contestada pelo Ministério Público, que a considera inconstitucional.
“Estamos satisfeito com a notícia. É uma questão de justiçaâ€, disse Brandão. Para ele, 30 anos seria um bom tempo para que os plantadores se adaptassem ao fim das queimadas.
“Quem sabe até lá as máquinas (colheitadeiras) estejam mais em conta ou surja alguma espécie de cana sem palhaâ€, comentou Brandão com uma pitada de ironia.