Estamos em plena campanha política em vista da eleição, no próximo dia 6 de outubro, dos deputados federais e estaduais, dos senadores, dos governadores dos Estados e do presidente da República.
Convenhamos que estaremos diante de uma votação bastante complexa, pois são seis os candidatos que cada eleitor escolherá, desde que não opte em votar apenas na legenda do partido.
Você já decidiu em quais candidatos vai votar? Vá pensando, vá se informando, refletindo e, porque não, rezando também.
Temos que sentir a responsabilidade de escolher bem os candidatos, pois do nosso voto muito dependerá o bem-estar da sociedade. Com nosso voto, alguém ocupará um cargo legislativo ou executivo e poderá realizar ou não benéficas transformações sociais. É de capital importância conhecer bem o candidato, independentemente de mera simpatia, de amizade, de laços familiares ou de possíveis vantagens pessoais.
Na escolha dos candidatos é importante uma boa dose de precaução e senso crítico. Colocamos aqui alguns critérios e advertências que julgamos possam ajudar a orientar o eleitor nessa escolha.
Vote naquele que tem postura ética em todas suas atitudes. Vote naquele que demonstra, com seus atos, ser sincero e transparente. Vote naquele que sabe ouvir e respeitar o outro e com ele dialogar. Vote naquele que conhece bem toda a realidade social onde vai atuar. Vote naquele que apresenta propostas concretas e viáveis e dá provas de competência para exercer o cargo que almeja. Vote naquele que está compromissado com a causa da justiça e dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos pobres, marginalizados e excluídos. Vote naquele que tem um passado limpo e sem envolvimento com qualquer forma de corrupção. Vote naquele que vê o cargo político como um ideal de serviço à sociedade, acima de interesses pessoais ou de grupos. Vote naquele que se sente sintonizado com os interesses da população, até mais do que com o próprio partido. Cuidado com os candidatos “milagreiros†que prometem “mundos e fundosâ€, se eleitos. Atenção com os candidatos que oferecem os mais diversos fatores, com sabor de “compra de votosâ€: se denunciados à JustiçaEleitoral, eles poderão ser punidos com a cassação de sua candidatura, conforme a lei eleitoral 9.840. E longe de nós votar confiando apenas nos “santinhos†que iremos encontrando por toda parte, sobretudo no dia da votação, nas imediações das urnas!
Votar é um direito político garantido pela Constituição brasileira, que visa propiciar a construção de uma sociedade justa. Do nosso voto pode depender o surgimento de políticos honestos e competentes. O voto esclarecido e consciente é um modo de impregnar a política brasileira de decência e de ética. Imensa, pois, é nossa responsabilidade em votar bem, em votar com a consciência na mão, como exigência de nossa fé cristã pela qual estamos compromissados com o bem comum da sociedade. (Frei Lourenço M. Papin)