Alimentação, educação e saúde. Esse tripé é a base de campanha do candidato à Câmara dos Deputados César Ferreira, filiado ao Partido Social Democrata Cristão, o PSDC, que tem como meta, registrado em seu estatuto, o bem-estar da família.
Liderado pelo empresário José Maria Eymael - imortalizado por um jingle -, o PSDC teve no seu passado nomes de peso, dentre os quais o ex-governador Franco Montoro.
O partido optou por caminhar sozinho no primeiro turno das eleições, sem apoiar candidatura à Presidência da República. Mas em nível estadual, o PSDC está coligado e empenhado na eleição de Paulo Maluf (PPB) ao Governo do Estado.
“São Paulo necessita de um administrador. E o Maluf é um grande administrador. Ele vai brigar pela reforma tributária. Apoio o Maluf quando diz que é preciso levar o estado para a guerra fiscalâ€, defende.
Ferreira não é novato no mundo da política, mas sempre esteve do lado dos bastidores, em assessorias. Trabalhou na gestão do ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB) e sobreviveu, por pouco tempo, na segunda administração de Izzo Filho.
Compondo mais uma peça da bagunça política e ideológica na qual está mergulhado o País, ele é assessor do deputado estadual Luís Carlos Gondim, do PV, embora seja filiado ao PSDC.
“Apesar de estarmos em partidos diferentes, lutamos juntos para defender os interesses de Bauru e regiãoâ€, justifica.
Ele acha que a falta de um representante em Brasília dificulta a viabilização de recursos a fundo perdido. “O pouco que conseguimos vem do Governo do Estadoâ€, diz.
Ao lado de outros políticos, o candidato do PSDC assume, junto com Gondim, a paternidade da passarela que ligará o Jardim TV com o núcleo habitacional Edison Bastos Gasparini, sob as pistas da rodovia Marechal Rondon.
Em Brasília, Ferreira também pretende se juntar ao grupo de parlamentares que articula a implantação do Imposto Único. “Precisamos reduzir a carga tributáriaâ€, prega.
Mais empregos
O assessor parlamentar soma-se ao discurso que tomou conta do País: a geração de mais empregos. “Vou me colocar à disposição dos empresários para trazer mais indústrias para Bauru e cidades da região.â€
Fundador e presidente do Fórum de Discussões de Bauru, ele acha que conseguirá vencer a disparidade de sua discreta campanha, em relação aos demais candidatos tradicionais, com serviços de caráter social prestados à comunidade.
“Eu corro a periferia. Arrecado mantimentos para distribuir a famílias mais carentes, trabalho com programa de prevenção de catarata. Eu me agrego mais a Bauru. Tudo tem um inícioâ€, conta.
Picado pela “mosca azul†- jargão do mundo político para quem decide disputar cargos eletivos -, Ferreira não pretende abandonar o mandato em Brasília para se aventurar nas eleições municipais de 2004.
“Isso já está registrado em cartórioâ€, avisa. Mas a tentação de permanecer em evidência faz com que o candidato antecipe sua participação no pleito municipal de outubro de 2004.
Com chances mínimas de ser eleito à Câmara dos Deputados, ele não resiste. “Se não for eleito, meu nome será posto em 2004. Não sei, ainda, para qual cargo. Isso dependerá do meu grupo político: ou será à prefeitura ou a vereançaâ€, avisa.
Integrante do tumultuado segundo governo Antonio Izzo Filho (1997/1998), Ferreira avalia que o ex-prefeito fez uma boa administração na sua primeira gestão (1989/1992).
“Infelizmente, ele (Izzo) teve uns tropeços na segunda gestão. O grupo que ele reuniu e que veio de Barra Bonita complicou um pouco o rolar das questõesâ€, opina. Ferreira diz que caberá à Justiça decidir o rumo da situação de Izzo Filho.
Qualidade de vida
O candidato do PSDC acha que Bauru oferece uma boa infra-estrutura para o desenvolvimento. Ele lembra que, embora as ferrovias estejam privatizadas e sucateadas, esse meio de transporte deveria receber mais atenção por parte do empresariado e do governo.
“Bauru é um pólo regional. Temos ferrovias, hidrovia, aerovias e rodovias. E por quê Bauru não gera empregos? Porque falta qualidade de vida na cidadeâ€, analisa.
Ferreira acha um absurdo o abandono das obras do viaduto que transpõe os trilhos da Ferrovia Novoeste S/A, no Centro da cidade.
“Temos um viaduto esqueletado e que está prestes a desmoronar se não fizerem manutenção. É preciso captar recursos a fundo perdido para acabar essa obra. Isso é minha prioridadeâ€, reforça.