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Família de vítima cobra semáforo

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de perder o único irmão num acidente de trânsito, em 1992, Sílvia Maria de Campos Fraga já se empenhou em várias campanhas que visavam a sinalização de vias públicos. Ela reconhece que grande parte dos acidentes são resultado de indisciplina no trânsito.

“O pedestre é imprudente, não atravessa na faixa e nem aguarda o semáforo, mas o motorista também não o respeita. Por isso, quanto mais sinalização melhor”, explica.

Ela encabeçou um movimento, iniciado em maio, após a morte por atropelamento da aposentada Rosa Guerreiro, que visava a colocação de um semáforo na avenida Nações Unidas, nas proximidades do supermercado Paulistão.

“Na época, o que me revoltou foi ouvir da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) que só instalariam o equipamento se ocorrências com vítimas fatais fossem registrados. Eu sei como dói perder alguém assim. Além do meu irmão, perdi também um grande amigo da mesma forma. A informação passada pela empresa foi absurda”, recorda-se.

O diretor do Sistema Viário da Emdurb, Nelson José Lira, esclareceu que realmente a Emdurb instala os radares e semáforos em locais onde a incidência de acidentes é grande, mas que não espera acontecer fatalidades para tomar providências.

“O radar na Nações, por exemplo, já devia ter sido instalado, mas o Tribunal de Contas pediu umas alterações no edital, o que atrasou nosso trabalho”, alega.

Independentemente das questões burocráticas, Silvia cobra uma solução dos órgãos públicos porque não quer sofram como ela devido a descuidos de motoristas, pedestres ou do poder público.

O irmão de Sílvia morreu, aos 27 anos, quando dirigia uma moto e colidiu com um veículo no cruzamento da avenida Nuno de Assis com a rua Aymorés. Na época, ele deixou uma filha de 15 dias.

Para evitar perdas como esta, o comandante da Base de Trânsito em Bauru, tenente Jorge Luís Dias, é favorável à criação de um conselho municipal, que seria instituído para debater questões relativas ao aumento da segurança no trânsito local, conforme matéria publicada pelo JC.

Na opinião dele, a partir do conselho, todos os esforços da Polícia Militar e da Emdurb no que se refere ao trânsito teriam a continuidade adequada, o que resultaria em maior conscientização por parte dos motoristas e pedestres.

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