Regional

Cemitério de Piratininga é invadido

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - A Polícia Civil está investigando a ação de vândalos no cemitério municipal da cidade. Alguns vasos de bronze foram arrancados de cima de túmulos e levados. Outros foram danificados. Até ontem, não havia ainda um levantamento que apontasse com exatidão quantos jazigos sofreram o ataque dos marginais.

Os danos foram percebidos anteontem pelo zelador Sérgio Sebastião Florindo que comunicou a polícia e familiares de pessoas supultadas. Supõe-se que a invasão tenha ocorrido durante a noite de segunda-feira. Familiares ouvidos ontem pela reportagem disseram que até o último domingo, quando eles etiveram visitando o cemitério, os vasos estavam afixados no lugar certo.

Além da suspeita de puro vandalismo, outra hipótese levantada pela polícia é de que ladrões estejam tentando comercializar o material dos vasos, no caso o bronze.

Numa rápida contagem ontem à tarde, o zelador mostrou pelo menos seis túmulos cujos vasos haviam sofrido danos. Ele disse que como as peças são presas ao granito ou concreto com parafusos, a retirada das mesmas não é uma tarefa muito fácil. Talvez por isso, apenas três delas foram levadas. Outras foram danificadas mas permaneceram no local.

Uma família que esteve no cemitério ontem e preferiu não ser identificada, alegando receio de sofrer algum tipo de represália por parte dos marginais, disse que lamenta atitudes como essa, não tanto pelo dano material, mas principalmente pela demonstração de insensibilidade e desrespeito para com os mortos.

Na opinião do zelador, a invasão ao cemitério aconteceu durante a noite ou madrugada, já que de dia ele sempre está por lá atento a qualquer barulho estranho, além de ser constante também a presença de familiares de pessoas ali sepultadas.

É justamente durante a noite que o cemitério fica às escuras e sem nenhum tipo de guarda. A altura do muro, de pouco mais de um metro, também é outro facilitador para os intrusos.

Ontem, era possível ver, do lado de fora do cemitério, tijolos empilhados à beira do muro, formando uma espécie de escadinha. Para o zelador, pode ser indício de que pessoas estejam entrando no local após o final da tarde quando as portas se fecham.

Sobre a disponibilização de vigia noturna no cemitério, o prefeito Odail Falqueiro disse ontem que essa é uma questão que já vem sendo pensada pela administração e pode até ser colocada em prática, embora ainda não exista nada de oficial.

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