Bairros

Quadro de servidores está defasado

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Embora aparentemente o principal problema seja falta de médicos para atender a população em unidades distribuídas nos bairros, a defasagem de outros profissionais do quadro também é preocupante e acentua a demora no atendimento ao público.

Assistentes sociais, nutricionistas, auxiliares de enfermagem, enfermeiros e serventes são alguns dos profissionais que fazem muita falta nos núcleos de saúde, tornando o atendimento mais lento e insatisfatório.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Sônia Fiocchi, a principal deficiência nas unidades básicas não é de médicos, mas de assistentes sociais, já que a rede de atenção básica pretende fazer um trabalho multidisciplinar.

“Nos núcleos, não há déficit grande de médicos. O quadro é estável”, reforça Sônia.

Trabalham nas unidades básicas do município 24 pediatras, que fazem um total de 538 horas semanais; 34 clínicos gerais, que trabalham 796 horas por semana; além de 29 médicos ginecologistas, que somam 584 horas semanais no atendimento ao público.

Em quantidade insuficiente para todos os postos de saúde, assistentes sociais e nutricionistas dividem-se, trabalhando poucas horas por semana em cada núcleo. A unidade do Beija-Flor, por exemplo, tem oito horas semanais de assistente social e 16 horas de nutricionista.

Já a unidade do Jardim Europa não tem nutricionista nem assistente social. O Núcleo Otávio Rasi não conta com assistente social, mas tem nutricionista durante quatro horas por semana. Outros que não dispõem de assistente social são os núcleos da Vila Falcão, Núcleo Gasparini, Jardim Redentor e Vila São Paulo.

A quantidade de auxiliares de enfermagem varia nas unidades. No núcleo do Jardim Europa há quatro profissionais, enquanto o Centro conta com dez.

Da mesma forma, os enfermeiros variam de um a três profissionais por núcleo. Na unidade da Vila São Paulo há uma enfermeira. O núcleo do Parque Jaraguá conta com três.

O déficit gera, entre outras conseqüências, filas na pós-consulta. É o que afirma a usuária Claudete Gomes da Costa, moradora da Vila Independência. “A gente espera muito após a consulta para marcar exame ou pegar remédio. É muito tempo na fila”, diz.

Outros munícipes contam que em algumas unidades é necessário esperar de 15 a 20 minutos para receber o primeiro atendimento no balcão.

Os funcionários confirmam a situação. “Se aumentasse (o número de funcionários), desafogaria e seria mais rápido o atendimento. Não sobrecarregaria os funcionários para suprir as faltas de outros por licença”, diz Mara Margarete Ochiussi de Barros, enfermeira-chefe do núcleo de saúde Mary Dota.

“Poderia aumentar mais a equipe. A equipe de auxiliar é restrita. Os funcionários às vezes ficam cansados e sobrecarregados quando falta alguém”, afirma Soniamar Faria Queiroz Dias, assistente social e chefe da unidade básica do Núcleo Geisel.

“Há sobrecarga. É um volume muito grande de atendimentos. Se tivesse mais funcionários para trabalhar, claro que seria melhor. Seria mais tranqüilo”, salienta a assistente social.

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