Tribuna do Leitor

OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DO NORTE E SUAS DOUTRINAS: O PAI DA ANTIDEMOCRACIA MUNDIAL


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A partir de meados do século XVIII, o sistema colonial mercantilista entrou em crise devido às transformações decorrentes da Revolução Industrial e às críticas ao absolutismo desenvolvidas pelo pensamento liberal-iluminista. De um lado o capitalismo industrial rejeitava o monopólio comercial e também o regime escravocrata, pois seria melhor um mercado livre no qual a indústria pudesse vender os seus produtos, sendo que a colônia contituia-se uma área do comércio exclusivo da metrópole colonizadora, bem como trabalhadores assalariados pudessem comprar os produtos industrializados e sendo trabalhadores escravos eles não poderiam comprar. Foram, portanto, a revolução industrial e o liberalismo que pressionaram o fim dos impérios coloniais de Portugal e Espanha na América no século XIX. Interessados em ter a América Latina sob sua influência política e econômica, os Estados Unidos através de seu então presidente James Monroe lançam em 1823 uma doutrina denominada de “Doutrina Monroe” que dizia assim: “A América aos americanos”.

Esta doutrina deveria ser dita por: “A América aos norte-americanos”, pois além de proibir qualquer país europeu de estabelecer colônias na América ou intervir em suas questões internas, estava clara a intenção dos Estados Unidos em serem o império de toda a América.

Em agosto de 1945, os norte-americanos detonaram duas bombas atômicas nas principais cidades do Japão: uma em Hiroshima e outra em Nagasaki. Este acontecimento marca o fim da Segunda Grande Guerra Mundial. Neste período, as clássicas potências européias estavam arrasadas devido à guerra, só tomando destaque então, duas nações, os Estados Unidos da América (potência capitalista) e a URSS (potência socialista). Com o fim da guerra, o mundo se divide em dois: de um lado o bloco capitalista e do outro o bloco socialista. Começa então a chamada guerra fria e a corrida armamentista nuclear. Os EUA através de seu presidente Harry Truman lançam em 1947 a “Doutrina Truman”, que visava conter o crescimento do comunismo no mundo. Multiplicaram-se os pactos de segurança multilaterais e os acordos militares bilaterais promovidos pelos Estados Unidos. Em 1959 esta nação mantinha mais de um milhão de pessoas em bases militares espalhadas por 42 países.

O segundo passo dessa doutrina foi o plano Marshall, que foi um projeto de recuperação econômica dos países envolvidos na guerra. Este plano deve seu nome ao general George Marshall, secretário de Estado do governo Truman. Para isto foram gastos mais de U$ 13 bilhões. Passados os anos, porém ainda obedecendo a esta doutrina, os EUA intervieram na guerra da Coréia (1950-3) e na guerra do Vietnã (1972-75), como também derrubaram os regimes de Mossadegh, no Irã, em 1953, e o do general Jacobo Arbenz na Guatemala, em 1954. Em 1961 apoiaram a invasão de Cuba para derrubar Fidel Castro e, com a criação da Escola das Américas no Panamá, adestraram os militares na contra-insurgência (daí a explicação de 20 anos de ditadura militar no Brasil e a caça aos direitos políticos daqueles que aderiam à ideologia comunista no país). Esta doutrina teve como princípio mostrar que os EUA estavam preparados para liderar um processo de coibição contra o crescimento do socialismo diante do mundo.

Hoje, o presidente dos EUA, George W. Bush, com o mesmo princípio de antidemocracia diante de todo o mundo, lança sua “Doutrina Bush”, lesando todos os direitos humanos para manter o imperialismo e a soberania norte-americana, com a desculpa de que o mundo precisa dos EUA na luta contra o terror. (Marcelo dos Santos Carneiro - RG: 25.312.575-3)

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