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Região tem 56 candidatos a deputado

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Dezesseis municípios da região passam a viver a partir desta semana a expectativa de eleger um representante para a Assembléia Legislativa. Oito delas, terão também candidatos ao Congresso Nacional.

Ao todo, serão 56 candidatos disputando os votos de 862 mil eleitores de 52 cidades, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Marília é a recordista de indicações. A cidade lançou 14 candidatos, entre estaduais e federais. Em razão do grande número de candidaturas, o município poderá não ter representante no Legislativo, a partir do próximo ano.

Segundo dados oficiais do TRE, a cidade tem hoje cerca de 133 mil eleitores. Esses votos devem ser divididos, em menor ou maior escala, entre os nove pretendentes à Assembléia Legislativa e os cinco candidatos que disputam uma vaga no Congresso Nacional.

Essa dispersão poderá dificultar a obtenção da quantidade mínima de votos necessária para eleger um candidato. Atualmente, Marília é representada na Assembléia Legislativa por Joseph Abdul Somaan Massih (PRP), mais conhecido como Zuza. Ele é candidato à reeleição.

Situação parecida vive Jaú e Botucatu. Ambas também têm um número elevado de candidatos à Assembléia e correm o risco de não conseguir eleger nenhum deles.

Jaú tentou até mesmo organizar um consenso entre os candidatos, mas a iniciativa do prefeito João Sanzovo Neto (PDT) fracassou e a cidade terá mesmo cinco candidatos disputando os votos dos 76 mil eleitores do município. Na esfera federal, a cidade apresenta dois candidatos.

Nem Botucatu nem Jaú têm representante na Assembléia. O máximo que Botucatu conseguiu na eleição passada foi eleger Milton Flávio (PSDB) como suplente de deputado estadual.

Das 56 candidaturas registradas na região, apenas quatro concorrem à reeleição. Além do deputado estadual Zuza, também estão na disputa por um segundo mandato o deputado estadual Claury Santos Alves da Silva (PTB), de Ourinhos, e os deputados federais João Herrmann Neto, (PPS) de Presidente Prudente e Milton Monti (PMDB), de São Manuel. Eleito em 1998 com mais de 98 mil votos, Monti espera uma votação ainda mais expressiva - algo em torno de 130 mil votos.

Candidato do PT do B por Jaú desiste da candidatura

O pastor Ismael Florindo (PT do B) decidiu desistir de sua candidatura à Assembléia Legislativa quando faltava menos de um mês para a eleição.

Alegando motivos particulares, ele abandonou a disputa e resolveu se engajar na campanha de Milton Lira (PMDB), até então seu adversário político em Jaú.

Outra preocupação do ex-candidato é colaborar com o município e fazer com que volte a ter um representante local na Assembléia, em São Paulo.

Ele argumentou que ao sair do páreo pelos votos dos eleitores jauenses e também da região estaria aumentando, em tese, as chances da cidade ter novamente um deputado estadual.

“Se nenhum candidato da cidade for eleito, pelo menos não vão poder me acusar de ter atrapalhado”, disse o pastor, tentando se esquivar de futuras críticas.

Além do pastor, os outros cinco candidatos a deputado estadual da cidade foram convidados pelo prefeito João Sanzovo Neto (PDT) a firmar um consenso.

O prefeito pretendia fazer uma consulta popular para saber qual dos candidatos teria mais chances de vitória. Após a divulgação do resultado, todos se comprometeriam a abrir mão da candidatura, em favor do primeiro colocado.

Com isso, Sanzovo acreditava que Jaú teria boas chances de eleger novamente um deputado. O consenso foi um retumbante fracasso e os candidatos seguiram em frente com suas campanhas, à exceção do pastor, que passou a se preocupar apenas com as eleições municipais de 2004.

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