Saúde

Regras para uma convivência saudável

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A decisão de ter um animal de estimação traz consigo uma série de obrigações que precisam ser fielmente cumpridas pelo ser humano para que a convivência entre ambos seja feliz e saudável. Como as pessoas, os bichinhos têm necessidades e problemas próprios, que precisam ser observados, administrados e respeitados.

Apesar da afinidade entre homens e animais, cada espécie tem suas características e necessidades próprias. Os animais têm rações específicas, precisam tomar banho regularmente, cortar as unhas, ir ao médico, tomar remédios e vacinas. Sem esses cuidados, eles podem adoecer e transmitir suas patologias aos outros moradores da residência.

Quem resolve ter um animal dentro de casa precisa estar consciente de que está adotando um ser que será dependente de seus cuidados por toda a vida. Ao contrário das crianças, que ganham autonomia com o passar dos anos, os bichinhos domesticados ficam cada vez mais à mercê de quem os cria. Quanto mais o tempo passa, menos condições eles têm de sobreviver sozinhos.

No entanto, abandonar animais porque estão velhos e doentes é uma prática comum na sociedade. Uma atitude totalmente condenável, pois aquele que cresceu e viveu sob a proteção de um lar deixou de desenvolver muitos dos seus instintos naturais.

Ele não aprendeu a caçar, não aprendeu a se defender, não aprendeu a atravessar a rua. Ele viveu sob um abrigo durante 10 anos, 15 anos. Agora, velho e debilitado, ele não brinca mais, tornou-se rabugento e só dá despesas. Inútil, é posto porta afora sem direito a nada.

Por isso, é preciso pensar muito antes de adotar um animal. O ideal é fazer uma pesquisa: buscar informações sobre as características de várias raças, checar o custo de alimentação, banho, tosa, consulta veterinária e vacinas, saber quais são as doenças mais comuns àquela espécie e assim por diante.

A expectativa de vida para cães e gatos - escolhas mais freqüentes - varia de 15 a 20 anos, em média. O que quer que aconteça com eles neste período será de inteira responsabilidade do criador. Quem maltrata ou abandona seu bichinho está infringindo a lei, podendo ser acionado judicialmente e multado em caso de denúncia e flagrante.

Adotar um animal de estimação é inserir mais um membro à família. É um ser vivo, que requer carinho, atenção, comida, higiene, proteção e educação. Ele tem personalidade própria, tem vontades, carências e necessidades.

Nesta edição, o JC Saúde mostra algumas das principais obrigações que uma pessoa assume quando decide adotar um animalzinho. Veterinários falam sobre situações previsíveis (higiene, alimentação, vacinação, envelhecimento) e imprevisíveis (doenças, acidentes, viagens, mal comportamento).

Tudo isso com o objetivo de que o cidadão avalie muito bem o que é ter um animal de estimação antes de fazer sua escolha. Ou para que corrija hábitos e atitudes inadequadas se já convive com esses bichinhos - ou bichões.

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